Donald Trump diz que acompanha eleições no Brasil “bem de perto”
O presidente dos EUA classificou o pleito brasileiro como muito importante, três dias antes do primeiro turno das eleições.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1) que acompanha "bem de perto" o processo eleitoral brasileiro. Durante declarações na Casa Branca, o republicano classificou o pleito como "muito importante".
Trump também fez elogios ao Brasil e aos seus habitantes. "É um país incrível, o povo é fantástico, é uma eleição muito importante", declarou o presidente norte-americano antes de embarcar para o Texas.
Apesar do comentário, o presidente dos Estados Unidos não manifestou apoio a nenhum dos candidatos que concorrem à Presidência do Brasil. A fala acontece a três dias do primeiro turno das eleições, programado para este domingo (4).
Contexto de tensões entre Brasil e EUA
A declaração ocorre em meio a um período de tensões diplomáticas e comerciais entre Washington e Brasília. Desde o início do ano, o governo Trump adotou medidas de pressão contra o Brasil, que incluem tarifas sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades do país.
Essas medidas provocaram negociações entre os dois governos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump realizaram uma conversa por telefone sobre as tarifas, enquanto representantes de ambos os países buscaram formas de reduzir os efeitos das sanções no comércio bilateral.
Em agosto, Trump já havia feito menções sobre o cenário político brasileiro. Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou que acompanhava a situação e defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em processo sobre tentativa de golpe de Estado.
Contatos políticos e tarifas
O diálogo entre as nações também envolveu o senador Flávio Bolsonaro, que se encontrou com Trump na Casa Branca em maio. O senador manteve contato com integrantes do governo dos Estados Unidos durante as discussões sobre as tarifas aplicadas ao Brasil.
Como parte das negociações, Flávio Bolsonaro chegou a enviar uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, solicitando que o país fosse poupado de novas medidas tarifárias.
