Donald Trump afirma que Estreito de Ormuz será reaberto ou EUA farão ataque ao Irã
Presidente dos Estados Unidos diz que país sofrerá golpe se não houver acordo para reabertura do estreito estratégico
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Estreito de Ormuz deverá ser reaberto em breve ou o Irã enfrentará um novo ataque americano. Em entrevista realizada nesta quarta-feira (5), o líder dos EUA declarou que tanto o país quanto o Irã estão em conversação para buscar um acordo, mas alertou para as consequências de um eventual recuo iraniano.
“O estreito será aberto muito em breve, ou eles sofrerão um golpe muito duro”, declarou Trump. O presidente americano reiterou sua posição contra o desenvolvimento de capacidades bélicas pelo governo iraniano, enfatizando que o país não pode possuir armas nucleares.
Durante a fala, Trump reforçou que uma nova ofensiva seria a alternativa caso as negociações não avancem conforme o esperado. Para ele, o cenário atual envolve diálogos para evitar que o Irã obtenha tecnologia de armamento atômico.
Por outro lado, o governo do Irã nega a existência de negociações diretas com os Estados Unidos. O regime iraniano sustenta que os canais de diálogo sobre a região ocorrem apenas por meio de Omã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, prestou esclarecimentos nesta terça-feira (4) sobre o tema. Ele detalhou que as discussões atuais entre Teerã e Omã têm um foco específico de segurança marítima.
Segundo Baghaei, as conversas concentram-se no estabelecimento de rotas seguras de entrada e saída de embarcações no Estreito de Ormuz. O objetivo é garantir a fluidez do tráfego na hidrovia estratégica sem confrontos diretos.
O porta-voz iraniano explicou que o trabalho conjunto com Omã visa desenvolver os mecanismos necessários para futuros acordos. Essas medidas serviriam para regular o tráfego marítimo na área afetada pelas tensões.
O impasse entre os dois países sobre a existência ou não de conversas bilaterais eleva a tensão diplomática na região. Enquanto Trump sinaliza a iminência de um acordo ou de um ataque, Teerã mantém a narrativa de que a mediação é regional.
