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Trump diz que novo ataque ao Irã é improvável se houver avanço em negociações nucleares

O presidente dos EUA afirmou que a realização de novas hostilidades depende da assinatura de um acordo sólido sobre o programa nuclear iraniano

Por Redação Diário Local

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é "altamente improvável" que o país realize novos ataques ao Irã, desde que haja avanços nas negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. A declaração foi feita durante entrevista realizada neste domingo (8).

Segundo o presidente, a possibilidade de novas hostilidades está condicionada a um desfecho diplomático. “Depende se eles assinarem ou não um acordo muito forte”, disse Trump, ressaltando que a necessidade de intervenção militar dependeria da conclusão de um pacto sólido.

Durante a entrevista, Trump destacou o cenário de fragilidade econômica do Irã, citando que o país registrou uma inflação de 301% este ano. O presidente afirmou que, embora tenha capacidade de utilizar a força militar, o desgaste financeiro do Irã torna novos ataques improváveis.

As declarações de Trump contrastam com o posicionamento do chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi. Em fala feita à televisão estatal neste domingo (8), Araghchi afirmou que as negociações entre os dois países estão estagnadas devido ao impacto das recentes eleições americanas.

O diplomata iraniano explicou que as viagens de mediadores foram interrompidas pelo "choque" causado pelos resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Para Araghchi, é necessário observar quanto tempo levará para a assimilação desses novos resultados políticos antes de retomar o diálogo.

Impacto no custo de vida e na economia

O conflito tem gerado repercussões diretas na economia dos Estados Unidos. O Irã mantém o bloqueio do trânsito pelo Estreito de Ormuz, o que prejudica o abastecimento de petróleo e provoca o aumento nos preços da gasolina no mercado americano.

Estimativas de fontes do Pentágono apontam que a guerra custou até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres dos Estados Unidos. O custo do conflito foi apontado por Trump como um fator que contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas últimas eleições legislativas.

O impacto financeiro refletiu o sentimento do eleitorado durante o pleito da semana passada (1º). Uma pesquisa realizada na véspera das eleições mostrou que 48% dos eleitores americanos consideraram o custo de vida a principal questão para o voto, enquanto 55% avaliaram que a ação militar não valeu o custo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.