Donald Trump critica eleições no Brasil e descreve disputa como uma vergonha
Em declarações recentes, presidente norte-americano questionou o pleito brasileiro e mencionou relação com Lula.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro durante uma entrevista realizada no sábado (31). Em conversa com jornalistas durante uma festa de Halloween em Mar-a-Lago, sua residência na Flórida, Trump afirmou que a disputa pela presidência no Brasil foi "uma vergonha".
As declarações do republicano reforçam um histórico de questionamentos ao sistema de votação no Brasil, embora ele tenha evitado ataques diretos ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no pleito.
As críticas de Trump ao Brasil têm ocorrido de forma recorrente desde o segundo turno das eleições. nesta segunda-feira (26) (26), o presidente norte-americano declarou que o pleito parecia "fraudulento", mas ressaltou que não pretendia interferir no resultado da disputa.
Naquela ocasião, Trump afirmou que mantém uma boa relação com Lula, mas classificou a prorrogação concedida durante o processo como "muito estranha". Ele reiterou que seu papel de governo é nos Estados Unidos e não no Brasil.
No dia seguinte, nesta terça-feira (27) (27), durante um comício realizado no Texas, Trump sugeriu novamente a possibilidade de irregularidades. Ao criticar os democratas, o presidente norte-americano mencionou que o Brasil também estaria "fazendo um bom trabalho" em relação a fraudes eleitorais.
Em novo pronunciamento, na quinta-feira (29), Trump alegou que o presidente Lula teria solicitado que ele não tomasse partido nas eleições brasileiras. Apesar da afirmação, o republicano não foi claro ao reconhecer ou não a vitória do petista.
Na quinta-feira (29), Trump também associou o cenário brasileiro ao desempenho econômico, afirmando que, ao observar o que aconteceu no Brasil, bastava olhar para o mercado, que teria "despencado". Ele repetiu que a situação foi "vergonhosa".
O presidente norte-americano também comentou sobre a situação do senador Flávio Bolsonaro (PL), que viajou para os Estados Unidos após o pleito. Trump afirmou que aprova a medida de Flávio permanecer no país, após o Departamento de Estado dos EUA confirmar a concessão de vistos ao senador e sua família.
Questionado sobre conteúdos de comunicações anteriores de Flávio Bolsonaro, Trump preferiu não se envolver. Ele afirmou que o governo americano concedeu a autorização de entrada, mas que não comentaria o assunto.
Até o momento, não foram apresentadas evidências que comprovem as afirmações de Trump sobre fraudes no sistema de votação brasileiro. O presidente norte-americano é conhecido por questionar processos eleitorais, inclusive nos Estados Unidos.
Diferente do sistema utilizado no Brasil, que utiliza exclusivamente urnas eletrônicas, o método americano registra a maioria dos votos por meio de cédulas de papel.
As declarações do republicano seguem um padrão de questionamento ao método de votação eletrônica, tema que ele frequentemente aborda em seus discursos políticos nos Estados Unidos.
O governo brasileiro e as autoridades responsáveis pelo pleito não se manifestaram sobre as recentes falas do presidente dos Estados Unidos.
O histórico de Trump com o tema inclui críticas frequentes ao uso de sistemas eletrônicos em diversos estados americanos, apesar da predominância do voto em papel na região.
