Exposição virtual mostra impactos da crise climática no ciclo da água
Mostra online reúne imagens de paisagens aquáticas e desastres para conscientizar sobre secas, inundações e derretimento de gelo.
Por Redação Diário Local
Uma exposição virtual foi lançada para alertar sobre a crescente desestabilização do ciclo da água provocada pela crise climática. A mostra reúne imagens de paisagens aquáticas e fotografias de desastres ambientais para transmitir uma mensagem de beleza e urgência sobre os danos aos recursos hídricos do planeta.
A iniciativa surgiu após os baixos níveis atingidos pelo rio Amazonas nos anos de 2023 e 2024. O objetivo é conscientizar o público sobre como as mudanças climáticas se manifestam através de fenômenos como secas, inundações, tempestades, derretimento de geleiras, deslizamentos de terra e a elevação do nível do mar.
Segundo Cristiano Mazur Chiessi, docente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Each-USP), esses processos são agravados pelo uso insustentável da água. O pesquisador, que integra o Centro de Pesquisa em Resiliência em Crises Climáticas e Desastres (Climares), afirma que ainda há tempo para agir de forma decisiva na proteção e restauração dos recursos hídricos.
O que a exposição aborda?
A curadoria da mostra, intitulada “Visualizando os Recursos Hídricos sob as Mudanças Climáticas”, foca em 10 aspectos centrais do ciclo da água. Os temas incluem o nível do mar, secas, enchentes, gelo polar, geleiras em montanhas, deslizamentos, chuvas tropicais, ciclones, águas subterrâneas e a adaptação na agricultura.
O acervo de imagens foi montado para representar diferentes regiões do planeta e os principais processos hídricos. O site oferece textos que contextualizam os fenômenos com rigor científico e linguagem direta para aproximar o público das transformações ambientais apresentadas.
Para promover uma experiência imersiva, cada imagem da plataforma conta com um áudio que busca despertar o interesse pela discussão do tema. Atualmente, o site está disponível em português e inglês, com uma versão em francês em fase de produção.
As imagens da exposição incluem registros de satélite obtidos em parceria com o programa Copernicus, da Agência Espacial Europeia (ESA). O acervo também conta com fotografias de profissionais independentes e de instituições como o Greenpeace e a Reuters.
O projeto é fruto de uma colaboração franco-brasileira entre os pesquisadores Cristiano Chiessi, integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para os Oceanos do Atlântico Sul (INCT Atlântico); Regina Rodrigues, docente da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e Nathalie Philippon, do Institut des Géosciences de l’Environnement (IGE), na França.
