Donald Trump defende Pete Hegseth e nega crise por falta de mísseis nos EUA
Em rede social, presidente americano rebateu relatos de conflitos com o secretário de Defesa e afirmou que os estoques de munição são maciços.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (6) a existência de uma crise com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, motivada por uma suposta escassez de munições no arsenal norte-americano. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano afirmou estar "extremamente satisfeito" com o desempenho do chefe do Pentágono e classificou como notícias falsas os relatos de conflitos entre integrantes do governo na área de Defesa.
Trump destacou que as ações de seu governo, incluindo a condução da guerra contra o Irã, têm sido extraordinárias. Segundo o presidente, Hegseth é muito respeitado dentro das Forças Armadas e promoveu melhorias desde que assumiu o cargo, citando a eliminação do programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e o aumento nos níveis de recrutamento.
As alegações de desentendimento baseiam-se em informações de que Trump teria confrontado Hegseth durante uma reunião em Camp David, na semana passada. De acordo com os relatos, o presidente teria se sentido enganado sobre a real situação dos estoques de armamentos do país.
Durante o episódio mencionado, Hegseth teria atribuído parte da responsabilidade ao vice-secretário de Defesa, Stephen Feinberg, por não ter informado adequadamente o presidente sobre a condição dos arsenais. As preocupações sobre os estoques ganharam força após o conflito contra o Irã.
Segundo informações internacionais, o Exército norte-americano utilizou grande parte do estoque de determinados mísseis de precisão de longo alcance durante o combate. Entre os armamentos afetados estão os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) e os Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM).
Os mísseis ATACMS são considerados estratégicos e foram empregados pela Ucrânia na guerra contra a Rússia. Já o PrSM é uma geração mais recente, com alcance superior ao modelo anterior, e foi desenvolvido para substituí-lo no arsenal de ataques de precisão à longa distância.
O que Trump disse sobre os estoques?
O presidente rejeitou a tese de que os Estados Unidos estejam enfrentando uma falta de munições. "Temos quantidades maciças de 'munições', especialmente de certos tipos", afirmou Trump, sem detalhar quais seriam os armamentos específicos mencionados.
O mandatário acrescentou que novas unidades estão sendo fabricadas e enviadas aos Estados Unidos conforme a necessidade. Ele pontuou que empresas do setor de Defesa estão ampliando a capacidade industrial do país.
Segundo o presidente, o setor está construindo o maior número de instalações e fábricas da história dos Estados Unidos para garantir o suprimento. A declaração busca tranquilizar o mercado e as Forças Armadas sobre a prontidão militar do país.
