Zelensky defende união entre Ucrânia e Polônia contra a Rússia apesar de traumas da 2ª Guerra
Volodymyr Zelensky pediu que a memória das vítimas da Segunda Guerra Mundial não prejudique a aliança entre os dois países contra o avanço russo
Por Diário Local
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu neste sábado (11) que a memória das vítimas civis da Segunda Guerra Mundial na região da Volínia não deve comprometer a aliança entre ucranianos e poloneses. Segundo o líder, os dois países enfrentam uma ameaça comum à sua independência representada pela Rússia.
Em publicação na rede social X, Zelensky afirmou que representantes dos Estados ucraniano e polonês participaram de cerimônias religiosas conjuntas na Ucrânia e na Polônia. O presidente declarou que o governo de Kiev pretende acelerar os trabalhos destinados a localizar e identificar as vítimas do conflito histórico.
Uma nova etapa das buscas e exumações deve começar nesta segunda-feira (13). Os trabalhos serão realizados nos territórios dos antigos vilarejos de Ostrivky e Volya Ostrovetska, situados na região da Volínia, no noroeste do país.
Zelensky destacou a busca pela "verdade completa" e por uma "homenagem cristã às vítimas". A localização de restos mortais e a autorização para exumações são reivindicações feitas pela Polônia há anos para resolver as questões do passado.
O trabalho de busca ganha fôlego após equipes de ambos os países localizarem uma vala comum em abril. O ponto de investigação fica na área dos antigos vilarejos onde os novos levantamentos serão concentrados.
A data de 11 de julho remete ao chamado Domingo Sangrento de 1943. Na ocasião, unidades do Exército Insurgente Ucraniano atacaram dezenas de localidades habitadas por poloneses na Volínia.
Os massacres de civis poloneses e as ações de represália contra ucranianos ainda são temas sensíveis entre Kiev e Varsóvia. Zelensky associou o avanço na apuração dos crimes históricos à necessidade de preservar a cooperação atual.
O presidente reforçou que o debate sobre o passado não deve colocar em dúvida o futuro da Ucrânia, da Polônia e de toda a Europa. Ele reiterou que a Rússia representa um perigo mortal para a soberania de ambos os Estados.
