Acusada de atropelar e matar estudante passa mal e acompanha júri por vídeo em Vitória
Adriana Felisberto Pereira, acusada de atropelar a estudante Luísa Lopes, acompanhou o primeiro dia de julgamento por videoconferência após passar mal.
Por Redação Diário Local
A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, acusada de atropelar e matar a estudante Luísa Lopes, de 24 anos, acompanhou o primeiro dia do júri popular por videoconferência nesta quarta-feira (5). A acusada chegou a comparecer ao Fórum Criminal de Vitória, mas, segundo advogados de defesa, passou mal e chorou logo após entrar no prédio, precisando retornar para casa.
O julgamento teve início nesta quarta-feira (5) para apurar o atropelamento ocorrido na noite de 15 de abril de 2022, na Avenida Dante Michelini, em Vitória. Na ocasião, Luísa conduzia uma bicicleta quando foi atingida pelo veículo conduzido por Adriana Felisberto.
Durante as oitivas das primeiras testemunhas, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) focou sua argumentação no comportamento de Adriana logo após a colisão. Os promotores de justiça questionaram repetidamente se a ré demonstrou algum tipo de preocupação com a vítima após o acidente.
Testemunhas ouvidas durante o tribunal afirmaram que perceberam uma postura de indiferença por parte da corretora. O depoimento de um sargento da Polícia Militar que atendeu a ocorrência reforçou o relato de que a condutora demonstrou frieza diante da situação.
O militar relatou que decidiu gravar imagens da cena do acidente justamente por ter ficado impressionado com a atitude da acusada. Segundo o agente, ele atua há 16 anos na corporação e declarou que nunca havia presenciado uma ocorrência semelhante em sua carreira.
O policial descreveu que, ao chegar ao local, encontrou a estudante gravemente ferida no asfalto. No momento do atendimento, havia um ciclista ao lado da vítima tentando confortá-la durante os primeiros socorros.
O caso, que ocorreu em abril de 2022, envolveu investigações sobre o estado da motorista no momento do impacto. Segundo informações da polícia na época, Adriana apresentava sinais de embriaguez, embora tenha se recusado a realizar o teste do bafômetro.
Após o atropelamento, a motorista foi presa em flagrante. No entanto, ela foi liberada posteriormente após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 3 mil.
