Advogada é acusada de intimidar vizinha em elevador no Distrito Federal
Mulher, que afirma ser casada com Elon Musk, é alvo de denúncias de perturbação do sossego e ameaças em Águas Claras.
Por Redação Diário Local
Uma advogada de 42 anos é acusada de intimidar moradores e cometer atos de perturbação do sossego em um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal. A mulher, que alega manter um relacionamento com o empresário Elon Musk, é alvo de denúncias que incluem ameaças de morte, injúria racial e agressões contra portas de apartamentos.
De acordo com relatos de vítimas e vizinhos, a profissional teria encurralado uma antiga moradora dentro de um elevador. A mulher teria apertado o botão para forçar o confronto e proferido ofensas, sugerindo que a vizinha retornasse ao Rio de Janeiro para não comprometer a privacidade de seu suposto relacionamento com o bilionário.
Os episódios de conflito no 10º andar do edifício são frequentes. Moradores relatam que a advogada costuma gritar nos corredores e falar sozinha em voz alta. Em uma ocorrência registrada na terça-feira (20), a mulher teria chutado a porta de uma nova vizinha com força suficiente para quase derrubar a estrutura.
As denúncias também envolvem crimes de natureza racial e ameaças. Uma moradora afirmou ter sido chamada de "preta suja" em maio deste ano e registrou boletim de ocorrência por injúria racial na 21ª Delegacia de Polícia em Águas Claras. Além disso, foram relatadas duas ameaças de morte contra a mesma vítima.
Diante das situações, o condomínio Uptown Residence acionou a Justiça para pedir o afastamento da advogada do imóvel. A administração argumenta que multas e notificações não foram eficazes para conter o comportamento e cita riscos à segurança do prédio, mencionando inclusive um incêndio ocorrido na unidade da mulher.
O que diz a Justiça sobre o caso?
Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou o pedido de afastamento imediato da advogada. O desembargador Roberto Freitas Filho justificou a decisão explicando que remover alguém de sua própria residência é uma medida excepcional.
Na decisão, o magistrado afirmou que, embora os documentos indicassem um conflito relevante, era necessário analisar com maior profundidade a gravidade e a repetição dos episódios, garantindo também o direito de defesa. O processo judicial, que discute o pedido de despejo, segue em andamento.
Enquanto a decisão final não ocorre, os moradores informaram que continuam acionando a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) durante os surtos. O síndico do condomínio questionou, em declaração, a demora do Judiciário em tomar providências definitivas diante das recorrentes ocorrências.
