Ucrânia anuncia restabelecimento do sistema Starlink após período de restrições técnicas
Sistema de satélites e versão militar Starshield retomam operação em velocidades normais após bloqueio parcial no país.
Por Redação Diário Local
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou neste sábado (24) que os sistemas de satélites Starlink e sua versão militar, Starshield, voltaram a funcionar plenamente. A retomada ocorre após mais de uma semana de restrições técnicas que afetaram operações militares de Kiev.
Segundo o presidente ucraniano, a normalização do serviço começou durante a madrugada. Zelensky informou, por meio do aplicativo Telegram, que o Starlink e o Starshield retomaram as operações nas velocidades necessárias para o uso militar.
O Ministério da Defesa da Ucrânia confirmou que a conexão permanece estável, mesmo em equipamentos que se deslocam a velocidades superiores a 400 km/h. Antes da normalização, as restrições limitavam a operação de terminais em aparelhos que se moviam a mais de 160 km/h.
Essa limitação técnica prejudicou a capacidade dos militares de interceptar drones de ataque russos e forçou o cancelamento de algumas missões. A falha de conexão também coincidiu com falhas nos alertas de aliados sobre a chegada de mísseis russos, embora Kiev tenha dito que continuou recebendo dados de inteligência dos Estados Unidos.
Horas após o comunicado ucraniano, o empresário Elon Musk, dono dos sistemas, afirmou na rede social X que os militares do país violaram os termos de serviço da plataforma. Musk alegou que o Starlink foi usado para ataques ofensivos de drones para matar pessoas e disse que a brecha foi fechada na semana passada.
Até o momento, as autoridades ucranianas não comentaram as declarações de Musk. O sistema é considerado vital para as comunicações na linha de frente, embora a Ucrânia não dependa da rede de Musk para guiar drones de longo alcance em território russo.
O bloqueio parcial de conexão ocorreu em um momento de tensão política com os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, anunciou um acordo para compra de diesel russo e pressionou Kiev a interromper ataques contra refinarias de petróleo na Rússia.
Na sexta-feira (23), apesar de ter declarado que os serviços já haviam sido restaurados, Trump afirmou que resolveria a situação caso os problemas de conexão persistissem. Até o fechamento desta matéria, nem Musk nem o governo dos Estados Unidos assumiram a responsabilidade pelas restrições.
