Montes Claros terá Armazém Cultural na antiga Estação Ferroviária para valorizar o Cerrado
O novo Centro de Referência do Cerrado e das Tradições Geraizeiras ocupará a antiga Estação Ferroviária e terá cozinha-escola social.
Por Redação Diário Local
A prefeitura de Montes Claros anunciou a criação do Armazém Cultural, que ocupará a antiga Estação Ferroviária da cidade para se tornar o Centro de Referência do Cerrado e das Tradições Geraizeiras. O projeto será coordenado pela Secretaria de Cultura e Turismo e prevê a restauração e ampliação de uma das últimas edificações originais do complexo ferroviário.
O local funcionará como um núcleo de valorização da identidade do Norte de Minas, integrando áreas de turismo, pesquisa, formação profissional e economia criativa. O objetivo central é resguardar os modos de vida, saberes e expressões artísticas do território geraizeiro, buscando o reconhecimento dessas práticas como patrimônio imaterial do Cerrado.
Restaurado pelo município, o espaço mantém um vínculo histórico com a fundação da ferrovia na região. A Estação Ferroviária de Montes Claros foi construída no início do século XX, quando a Estrada de Ferro Central do Brasil conectou o Norte de Minas aos grandes centros do país em 1926.
Estrutura e serviços do centro cultural
O Armazém Cultural contará com uma estrutura de múltiplos usos, incluindo uma Cozinha-Escola Social e de Ecogastronomia. O espaço será destinado à formação técnica, inovação culinária e à transmissão de saberes sobre os sabores regionais por meio de oficinas e eventos.
A biodiversidade será destaque na Mostra de Viveiros de Frutíferas Nativas, que funcionará como uma vitrine viva para o manejo sustentável de espécies do Cerrado. O centro também terá um espaço multiuso para a realização de palestras, festivais, reuniões e eventos corporativos.
Para o fomento à economia local, o projeto prevê o Empório do Gerais, uma loja permanente voltada ao artesanato e produtos da sociobiodiversidade. O complexo também disponibilizará a cafeteria e restaurante Sabores do Gerais, oferecendo uma experiência imersiva com frutos nativos da região.
Memória e pesquisa acadêmica
O projeto inclui uma área dedicada à preservação histórica e ao estudo científico, composta por uma biblioteca física e virtual. O centro terá um banco de dados para a produção de pesquisas e materiais didáticos sobre o ecossistema local.
A parte expográfica contará com uma galeria para exposições temporárias e uma galeria de memória permanente. Um dos pontos de interesse será um vagão adaptado para uma exposição imersiva sobre o Cerrado norte-mineiro.
Além das atividades culturais, o centro promoverá redes de comercialização de produtos nativos, como o pequi, e ações de educação ambiental. A gestão de todo o equipamento será de responsabilidade da Secretaria de Cultura e Turismo de Montes Claros.
