Estudantes são desclassificadas de jogos em Cantagalo após vídeo com ofensas racistas
Jovens foram desclassificadas de competição de futsal após vídeo circularem nas redes sociais com ofensas a alunos de outra escola
Por Diário Local
Duas estudantes foram desclassificadas das equipes de futsal feminino (sub-15 e sub-17) dos Jogos Estudantis das Escolas de Cantagalo (JEEC) após a publicação de um vídeo com ofensas racistas. A gravação, que circulou nas redes sociais, direciona ataques a alunos do Colégio Estadual Maria Zulmira Torres, em Cantagalo, na Região Serrana do Rio.
O conteúdo audiovisual gerou forte indignação entre moradores e estudantes do município. Nas imagens, uma das adolescentes profere falas de cunho racial contra os alunos da outra instituição escolar.
O Colégio Euclides da Cunha, onde as estudantes envolvidas participavam da competição, emitiu uma nota oficial lamentando o episódio. A instituição afirmou que as declarações não representam seus valores e que a medida de desclassificação busca reafirmar o compromisso com a ética e o combate a qualquer forma de discriminação.
A Comissão Organizadora dos Jogos Estudantis, junto às Secretarias Municipais de Esportes, Certames e Lazer e de Educação, também divulgou um manifesto de repúdio. O comunicado condena atos de racismo e preconceito durante as atividades esportivas.
A organização informou que o caso será apurado com responsabilidade, seguindo as previsões do regulamento da competição e as medidas legais cabíveis. O grupo reforçou que os Jogos Estudantis têm como objetivo promover a cidadania, o respeito e o espírito esportivo.
Sobre o apoio às vítimas, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) informou que o Colégio Estadual Maria Zulmira Torres repudia o ocorrido e presta assistência às alunas e suas famílias. A pasta comunicou que o caso foi registrado no sistema de Registro de Violência Escolar (RVE).
O registro no sistema serve para subsidiar ações de prevenção e o encaminhamento do caso às autoridades competentes. A Seeduc reafirmou o compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro e o combate ao racismo.
Em um áudio enviado após a repercussão, uma das adolescentes envolvidas pediu desculpas pelas ofensas. No registro, ela alegou que as falas foram motivadas pela irritação durante a partida, após uma colega se machucar, mas afirmou que não teve a intenção de ofender.
