Homem é condenado a 17 anos de prisão por matar instrutor de autoescola em Montes Claros
Sentença contra Evandro Gomes dos Santos foi determinada em júri realizado nesta terça-feira (4); defesa e Ministério Público devem recorrer.
Por Redação Diário Local
Um homem foi condenado a 17 anos e seis meses de reclusão pelo assassinato de um instrutor de autoescola em Montes Claros. A sentença contra Evandro Gomes dos Santos foi determinada durante júri realizado nesta terça-feira (4).
O crime ocorreu por volta das 6h30 do dia 18 de setembro de 2024, no bairro Renascença. Na ocasião, Ramon Dierik Alves da Silva foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto seguia para o trabalho.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homicídio foi premeditado. As autoridades apontaram que o circuito de câmeras de segurança da residência do autor foi desligado por volta das 5h50, pouco antes do crime, e que o investigado já conhecia o trajeto percorrido pela vítima.
A motivação levantada pelos investigadores estaria ligada a um suposto relacionamento extraconjugal entre a esposa do autor e o instrutor, embora a polícia tenha ressaltado que tal envolvimento não foi comprovado. Testemunhas também relataram que o investigado já havia feito ameaças anteriores contra a vítima.
A prisão de Evandro Gomes dos Santos ocorreu no dia 25 de janeiro de 2025, após o cumprimento de um mandado de prisão. Durante o trabalho de inteligência, a Polícia Militar localizou o suspeito no bairro Alterosa, após buscas que incluíram zonas rurais e outras regiões da cidade.
Sobre o armamento utilizado, a Polícia Civil informou que, embora a esposa do investigado possuísse uma pistola 9 mm registrada, os laudos periciais de balística comprovaram que o crime foi praticado com um revólver calibre 38.
O advogado de defesa, Claudio Antunes de Sá, manifestou inconformismo com a decisão do Conselho de Sentença e afirmou que irá recorrer. O defensor alegou que o veredicto confronta as provas dos autos, que comprovariam a inocência do réu.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também anunciou que pretende recorrer da sentença para aumentar a pena aplicada. O órgão argumentou que a decisão não considerou os maus antecedentes do réu, que já possui duas condenações por roubo, nem fixou a reparação mínima de danos aos familiares de Ramon.
