Diário Local
São Paulo

Governo de São Paulo inicia demolições em terreno da futura sede administrativa no centro

Trabalhos ocorreram nesta quarta-feira (12) em imóveis no centro de São Paulo; CDHU afirma que prédios já haviam sido desapropriados.

Por Redação Diário Local

O governo de São Paulo iniciou a demolição de imóveis nos terrenos onde serão construídos os prédios da nova sede administrativa estadual, no centro da capital. Três edifícios localizados na Rua Helvétia e na Alameda Barão de Piracicaba tiveram teto e paredes derrubados nesta quarta-feira (12).

As intervenções ocorrem na região próxima ao Parque Princesa Isabel. Os trabalhos foram executados pela empresa Habitem, que foi designada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para realizar o serviço na área.

A execução das demolições pela Habitem ocorre antes da assinatura do contrato com o consórcio MEZ-RZK, que ficará responsável pela construção da futura sede. Embora o contrato previsto com a concessionária preveja que ela seja a responsável pelas demolições na região, a CDHU designou a empresa atual para esta etapa.

A CDHU afirmou, em nota, que os edifícios alvo das demolições já haviam sido desapropriados e que o Estado já detém a imissão na posse. Segundo a companhia, os imóveis foram lacrados em 2024, após uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) na região.

Na época da investigação conduzida pelo MPSP, foi apontado que os locais estavam sendo utilizados pelo crime organizado. De acordo com a CDHU, as demolições seguem procedimentos técnicos e de segurança, ocorrendo sob orientação da Secretaria de Projetos Estratégicos.

De acordo com levantamento da CDHU, há uma lista de 67 imóveis previstos para serem demolidos pela Habitem nos quarteirões que abrigarão a nova sede administrativa. O cronograma inclui áreas onde o governo pretende concentrar sua estrutura de gestão.

Funcionários da estatal e da empresa de demolição têm realizado vistorias cautelares em residências vizinhas aos trabalhos. A medida tem o objetivo de registrar o estado atual das casas para garantir indenizações aos moradores caso ocorram danos nos imóveis durante as demolições na vizinhança.

Moradores da região têm manifestado preocupação com o impacto das obras e o futuro do bairro. Há relatos de receio quanto ao abandono de áreas e à convivência com destroços após a retirada dos ocupantes e a interrupção de projetos de revitalização no entorno.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.