Dia dos Avós destaca necessidade de políticas públicas para idosos em Juiz de Fora
Data reforça a importância de garantir saúde, mobilidade e participação social para a população idosa no município.
Por Redação Diário Local
O Dia dos Avós, celebrado neste domingo (26), traz à tona o debate sobre a necessidade de políticas públicas que garantam direitos, respeito e protagonismo para a população idosa. O foco central é a transformação do reconhecimento simbólico em compromissos práticos de saúde, mobilidade, segurança e moradia.
O aumento da longevidade, fenômeno que tem gerado o que se chama de revolução da longevidade, impõe o desafio de evitar a invisibilização dos mais velhos. Para que o crescimento populacional dessa faixa etária ocorra com dignidade, é necessário que o poder público ofereça infraestrutura adequada e oportunidades de participação social.
O desenvolvimento de um município, como é o caso de Juiz de Fora (MG), não deve ser medido apenas por indicadores econômicos ou pelo tamanho da economia local. A qualidade de vida deve ser avaliada pela forma como a cidade acolhe e integra aqueles que ajudaram a construir a trajetória da comunidade.
A importância da participação social
A integração dos idosos em diversos setores é apontada como um caminho para fortalecer os vínculos comunitários. Há uma demanda por maior presença de avós em ambientes como creches e escolas, onde possam compartilhar experiências e conhecimentos com as novas gerações.
Além do ambiente educativo, busca-se ampliar a ocupação de espaços públicos pela terceira idade. A presença ativa dos idosos é vista como essencial para a dinâmica urbana, combatendo o isolamento que pode ser agravado pelo avanço tecnológico desenfreado.
Outro ponto de destaque é a necessidade de maior representatividade nos conselhos de direitos sociais e na política. A participação em processos decisórios é defendida como um exercício de cidadania e uma forma de garantir que o envelhecimento seja acompanhado de protagonismo.
Tecnologia e sabedoria
O debate também aborda o contraste entre a era dos algoritmos e a sabedoria humana. Enquanto a tecnologia organiza informações e conhece hábitos de consumo, ela é incapaz de produzir o tipo de conhecimento e afeto que é natural da experiência de vida dos idosos.
O desafio para o futuro é garantir que o progresso tecnológico não resulte em abandono ou solidão. O objetivo é construir cidades que não apenas aumentem a expectativa de vida, mas que ampliem a dignidade e a participação social durante todos os anos de vida da população.
