Anúncios falsos de carros eram usados para atrair vítimas para emboscadas em Belford Roxo
Investigação aponta que criminosos utilizavam anúncios fraudulentos de veículos para atrair pessoas para locais de emboscada em Belford Roxo.
Por Redação Diário Local
Criminosos utilizavam anúncios falsos de veículos para atrair compradores para emboscadas na cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O esquema consistia em publicar ofertas fraudulentas de carros para induzir as vítimas a comparecerem a locais de encontro predeterminados, onde eram rendidas pelo grupo.
A investigação sobre a prática aponta que a ação estaria ligada a integrantes do grupo criminoso Terceiro Comando Puro (TCP). As autoridades agora trabalham para identificar todos os envolvidos tanto no esquema de fraude quanto na execução das emboscadas.
O método aplicado pelos suspeitos visava enganar pessoas interessadas na compra de automóveis por meio de preços ou condições atrativas em plataformas de anúncio. Ao aceitarem o encontro para visualizar o veículo, as vítimas caíam na armadilha planejada para o assalto.
De acordo com as apurações, a dinâmica do crime buscava facilitar o rendimento das vítimas em locais de menor circulação ou de fácil controle pelos criminosos. O objetivo final das emboscadas era o roubo de bens ou valores durante a tentativa de negócio.
A Polícia Civil investiga a participação de membros da facção TCP no suporte logístico e na organização dessas ações fraudulentas. O foco das diligências é mapear a extensão da rede criminosa que atua na região de Belford Roxo.
As autoridades reforçam a importância de que potenciais compradores adotem cautela ao negociar veículos pela internet. Recomenda-se que as visitas e transações sejam feitas em locais públicos e com segurança.
Até o momento, o trabalho de inteligência busca confirmar o número de vítimas atingidas por esse modelo de emboscada. O caso segue sob investigação para determinar se o grupo atua também em outras cidades da Baixada Fluminense.
Novos detalhes sobre o esquema de anúncios falsos e a identificação dos autores devem ser divulgados conforme o progresso das investigações policiais. A polícia orienta que qualquer informação sobre o grupo possa ser repassada de forma anônima.
