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Juiz de Fora

Encosta no bairro Vitorino Braga, em Juiz de Fora, segue sem solução sete meses após novo deslizamento

Sete meses após novo deslizamento em fevereiro, terra e destroços permanecem no terreno de moradores e famílias aguardam intervenção da prefeitura.

Por Redação Diário Local

A encosta localizada entre as ruas Rosa Sffeir, no Alto Grajaú, e Vitorino Braga, no bairro Vitorino Braga, em Juiz de Fora, segue sem solução sete meses após um novo deslizamento de terra. O evento ocorreu na noite de 23 de fevereiro (23), durante um período de fortes chuvas, e os impactos ainda afetam moradores da região.

No terreno de Adailton Aristeu Cândido, de 48 anos, terra e destroços permanecem acumulados. Um dos quatro automóveis atingidos pelo deslizamento continua soterrado, e a família, que inclui o pai de Adailton, Joaquim Cândido, de 85 anos, permanece residindo em uma casa alugada na região Central, sem previsão de retorno ao imóvel original.

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que pretende executar obras complementares na contenção existente na Rua Rosa Sffeir. O objetivo é restabelecer o funcionamento do sistema de drenagem do local, que foi afetado pelas chuvas de fevereiro. No entanto, o município ainda não divulgou um cronograma para as intervenções.

Histórico de ocorrências na área

O problema na encosta não é recente. Em janeiro de 2022, a área já havia sofrido um deslizamento de solo, o que levou à interdição de imóveis e à demolição de três residências pela Defesa Civil, que classificou o local como de risco muito alto.

Em julho de 2024, a Prefeitura entregou uma obra de contenção no local, com investimento de R$ 5,3 milhões. A intervenção incluiu a construção de uma parede de concreto armado, grampeamento do solo com concreto projetado e instalação de redes de drenagem, com o objetivo de evitar novos deslizamentos.

Segundo a Administração municipal na época da entrega, a obra visava melhorar o escoamento da água e deixaria o local sem riscos para moradores e comerciantes. Contudo, o novo deslizamento registrado em fevereiro de 2026 ocorreu menos de dois anos após a conclusão da estrutura.

Situação dos moradores

A ausência de uma definição sobre a nova obra impacta a possibilidade de os proprietários acessarem programas de auxílio. Adailton afirma que a expectativa por uma intervenção impede que ele e o pai sejam enquadrados no programa Casa Assistida, do Governo Federal.

A Prefeitura de Juiz de Fora informou que as famílias afetadas durante o período de calamidade puderam acessar medidas de apoio, como o Auxílio Reconstrução, do Governo Federal, além de isenções de tributos municipais e da tarifa de água da Cesama.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.