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Brasília

Gestor de hospital veterinário em Brasília nega omissão em caso de abandono de cadela

Supervisor do Hospital Veterinário Público de Brasília rebate acusações de maus-tratos e afirma que seguiu protocolos de atendimento.

Por Redação Diário Local

O supervisor do Hospital Veterinário Público de Brasília (Hvep), Armando José Basílio Filho, afirmou que não houve omissão por parte da gestão da unidade em relação ao caso de uma cadela abandonada nas proximidades do hospital na última sexta-feira (17).

Em relatório técnico enviado para responder às investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), o gestor rebateu as acusações de que o hospital teria se recusado a prestar assistência ao animal. Segundo o documento, a cadela não estava dentro das dependências do hospital, mas amarrada a uma lixeira em área pública próxima à unidade.

A investigação teve início após denúncias de que o animal teria sido deixado no local sem o devido acolhimento. De acordo com o relatório, o responsável pelo animal procurou o hospital por volta das 15h40 de sexta-feira (17), relatando problemas dermatológicos na cadela, porém a triagem para novos pacientes já havia sido encerrada às 15h.

O que diz a gestão do hospital?

Armando José Basílio Filho afirmou que a cadela não apresentava sinais de urgência ou emergência, como hemorragias, insuficiência respiratória ou traumas graves. Por esse motivo, a orientação dada ao tutor foi de que ele retornasse no próximo dia útil para um atendimento regular.

Segundo o gestor, ao tomar conhecimento de que o animal estava amarrado a uma lixeira pouco menos de uma hora depois, ele determinou o acionamento imediato da autoridade policial. O relatório enfatiza que a gestão orientou a comunicação do fato às forças de segurança, uma vez que o abandono de animais é uma infração penal cuja apuração cabe aos órgãos de segurança pública.

O documento registra que, por volta das 20h, equipes das polícias Civil e Militar compareceram ao local e determinaram a internação imediata do animal. Na ocasião, uma médica veterinária plantonista realizou o acolhimento e assinou documentos como fiel depositária do animal.

Limites de atribuição e protocolo

Um dos argumentos centrais do gestor é que o Hvep não possui atribuição legal para realizar o recolhimento de animais abandonados. Segundo o relatório, a unidade foi criada para prestar assistência veterinária dentro de regras específicas e não atua como abrigo, centro de acolhimento ou serviço de captura.

O supervisor alertou ainda para o risco de criar um precedente administrativo. Para a gestão, admitir animais abandonados fora dos critérios oficiais pode gerar a percepção de que abandonar animais na porta da unidade é uma forma de garantir acolhimento imediato, o que poderia sobrecarregar a capacidade operacional do hospital.

Por fim, o gestor recomendou a criação de um protocolo conjunto entre a Secretaria Extraordinária de Proteção Animal, o Hvep e as forças de segurança para definir como proceder em situações semelhantes no futuro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.