Esquema de falsas promessas de trabalho em Juiz de Fora pode ter causado prejuízo de R$ 1 milhão
Polícia Civil investiga esquema que prometia oportunidades no mercado da moda e televisão; uma vítima chegou a transferir R$ 170 mil
Por Redação Diário Local
Uma investigação da Polícia Civil apura um esquema de estelionato que prometia falsas oportunidades de trabalho nos setores de moda e televisão em Juiz de Fora. O golpe, que utilizava promessas de fama e projeção profissional, pode ter causado um prejuízo de R$ 1 milhão às vítimas.
Até a manhã desta quinta-feira (13), cinco pessoas já haviam procurado a delegacia para registrar ocorrências sobre o caso. O delegado Márcio Rocha afirmou que os depoimentos estão sendo ouvidos e as ocorrências registradas para dar continuidade à apuração.
A investigação começou após uma jovem, vencedora do concurso 'Miss Juiz de Fora Plus Size', receber propostas de castings e trabalhos que não eram verdadeiros. Segundo o delegado, uma das organizadoras do evento teria simulado contatos para convencer a ganhadora da veracidade das ofertas, o que levou a vítima a realizar transferências de R$ 170 mil.
Como funcionava o esquema
O método consistia em incentivar a participação das vítimas em desfiles, castings e programas de televisão. Para conferir credibilidade às investidas, eram criados endereços de e-mail falsos que simulavam ser de produtores de televisão, enviando convites e propostas profissionais simuladas.
O grupo criava a expectativa de crescimento na carreira e exigia pagamentos sucessivos de taxas. Esses valores eram cobrados como condição para que supostas entrevistas e participações em programas fossem concretizadas.
A organização do concurso se manifestou por meio de redes sociais, afirmando que não possui envolvimento com a situação investigada.
Operação e investigações
Uma operação policial foi realizada na quarta-feira (12) para cumprir mandados de busca e apreensão. Durante a ação, dispositivos eletrônicos e documentos foram recolhidos na residência da investigada para ajudar a esclarecer a origem das comunicações e dos pagamentos realizados.
A Justiça determinou o bloqueio de valores em contas vinculadas à mulher, que ainda não foi localizada. A Polícia Civil informou que avalia o pedido de prisão da organizadora com base nas provas coletadas durante a operação.
A corporação orientou que novas vítimas do esquema podem procurar a Delegacia de Santa Terezinha para registrar as ocorrências e colaborar com as investigações.
