Falso gerente de banco aplica golpe e causa prejuízo de R$ 15,6 mil a empresa em São José do Rio Preto
Criminoso utilizou dados cadastrais para passar credibilidade e realizar transferência não autorizada de R$ 15,6 mil.
Por Davy Albuquerque
Uma empresa de São José do Rio Preto (SP) sofreu um golpe de estelionato que resultou em um prejuízo de R$ 15.650. O crime ocorreu após um criminoso se passar por gerente de uma instituição bancária e realizar movimentações financeiras indevidas na conta jurídica da companhia, conforme registrado na Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a representante da empresa recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como o gerente responsável pela conta bancária da pessoa jurídica. O suspeito alegou que havia uma pendência que precisava ser regularizada com urgência.
Para dar continuidade ao suposto procedimento, o golpista solicitou que a empresa tratasse o assunto diretamente com o setor financeiro. Acreditando que a chamada era legítima, a vítima forneceu o contato dos responsáveis pelo departamento financeiro da companhia.
Durante a conversa, o criminoso aumentou a credibilidade da abordagem ao demonstrar conhecimento de dados sigilosos da empresa. O suspeito citou informações como o número da conta bancária e o telefone particular da responsável pelo negócio.
Como foi identificado o golpe
A fraude foi constatada após a empresa identificar uma transferência não autorizada no valor de R$ 15.650. O montante foi enviado para uma pessoa desconhecida, mas o nome do favorecido já foi identificado e entregue à Polícia Civil para auxiliar nas investigações.
A representante da empresa relatou ainda ter recebido links que prometiam uma suposta atualização da conta bancária. Apesar do envio dos links, a vítima acredita que o autor já possuía acesso indevido ao sistema ou ao dispositivo utilizado para as movimentações financeiras.
Segundo o registro policial, a vítima não desconfiou da abordagem inicial porque é comum que gerentes de bancos utilizem aplicativos de mensagens para manter contato com clientes corporativos. Esse costume foi utilizado pelo golpista para facilitar a execução do crime.
O caso foi registrado pelas autoridades como estelionato qualificado por fraude eletrônica. A ocorrência foi encaminhada ao distrito policial responsável pela área de São José do Rio Preto para que o caso seja investigado.
