Niterói emitiu 1,24 milhão de toneladas de CO2 em 2024, aponta inventário municipal
Primeiro inventário municipal revela que o setor de transporte foi o principal responsável por 63% das emissões de gases na cidade.
Por Redação Diário Local
A cidade de Niterói emitiu 1,24 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) durante o ano de 2024. O dado integra o primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa elaborado pela prefeitura, que funcionará como base para o desenho de políticas públicas de redução de poluentes e estratégias de adaptação climática no município.
O levantamento aponta que o setor de transporte é o maior emissor de gases na cidade, sendo responsável por 63% do total registrado. O setor de resíduos aparece como o segundo principal impacto, respondendo por 31% das emissões do município.
Os demais percentuais foram divididos entre a energia estacionária, com 6%, e o setor de agricultura, florestas e uso do solo, que somou 0,2%. A soma total dos percentuais ultrapassa 100% devido ao arredondamento dos números divulgado pela administração municipal.
Segundo a prefeitura, o diagnóstico será fundamental para cumprir o compromisso de tornar Niterói uma cidade carbono zero até 2050. O município identificou que o setor de mobilidade urbana representa o maior desafio para o alcance dessa meta ambiental.
Como a prefeitura pretende reduzir as emissões?
Para combater a emissão de poluentes, a administração municipal estuda investimentos em transporte coletivo de alta capacidade. Entre as alternativas citadas estão a criação da Linha 3 do metrô e a implementação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Niterói.
A estratégia de descarbonização também inclui a conservação de áreas verdes e a recuperação de ecossistemas locais. O objetivo é integrar o desenvolvimento urbano com a proteção do meio ambiente para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
Qual é a situação ambiental de Niterói?
De acordo com os dados do inventário, cerca de 56% do território de Niterói é considerado área preservada. A gestão municipal planeja intensificar essas ações por meio do Programa Região Oceânica Sustentável.
A segunda etapa deste programa prevê a adoção de soluções baseadas na natureza e novas atividades de conservação ambiental. O levantamento seguiu a metodologia do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, utilizando a plataforma Data Portal for Cities para o processamento dos dados.
