Obra de Alberto Guignard reaparece após 83 anos e será leiloada em Belo Horizonte
Quadro 'Retrato de Vera Anunziata' será exposto no Belvedere Mall antes de ser vendido em leilão virtual no dia 25 de agosto.
Por Redação Diário Local
Uma obra de Alberto da Veiga Guignard voltará a ser exibida ao público em Belo Horizonte após 83 anos fora do circuito de exposições. O quadro “Retrato de Vera Anunziata”, produzido em 1943, será parte do Grande Leilão Coleção Errante, marcado para o dia 25 de agosto (25), em formato virtual.
Antes do leilão, o conjunto de obras poderá ser visitado entre os dias 19 e 25 de agosto (25), na Rugendas Galeria de Arte, localizada no Belvedere Mall, na capital mineira. O pregão contará com a transmissão ao vivo pela Plataforma Leilões BR.
O que será leiloado?
O leilão reúne 60 obras produzidas entre os anos de 1925 e 1998. Além de Guignard, a seleção inclui trabalhos de artistas como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Djanira, Milton Dacosta, Ivan Serpa e Aldemir Martins, entre outros.
A obra de Guignard, “Retrato de Vera Anunziata”, foi uma das três pinturas escolhidas pelo artista para integrar o Salão Nacional de Belas Artes em 1943. Após a mostra daquele ano, a tela permaneceu sem ser exibida publicamente até agora.
Outro destaque do acervo é o “Retrato de Lupe Deane”, também de Guignard, datado de 1944. A pintura já passou por exposições no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e em uma mostra sobre Juscelino Kubitschek em 2006.
Destaques e descobertas científicas
O acervo também apresenta o “Retrato de Dora”, de Anita Malfatti, produzido em 1934. Estudos realizados pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da Universidade Federal de Minas Gerais (Cecor/UFMG) identificaram a existência de um nu oculto sob a camada de tinta atual da obra.
A seleção conta ainda com o “Retrato do Motta”, de Djanira, de 1959. A tela possui uma dedicatória no verso ao poeta José Shaw da Motta e Silva, o que oferece dados sobre o contexto biográfico da artista.
Sobre a Coleção Errante
A Coleção Errante foi formada ao longo de dez anos pelo colecionador Vinicius Veloso. A venda de parte desse acervo marca uma mudança de foco do projeto, que passará a priorizar a produção de arte contemporânea.
Segundo o organizador Vinicius Veloso, a intenção é manter na coleção apenas as obras consideradas fundamentais para a narrativa histórica do grupo, permitindo que o restante siga para novos proprietários.
