Polícia Federal deflagra operação contra grupo suspeito de lavar R$ 7,6 bilhões no Rio
Ação contra organização criminosa mira rede de postos de combustíveis e envolve ex-secretário de Polícia Civil e ex-prefeito.
Por Diário Local
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), a 6ª fase da Operação Unha e Carne para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
A ação policial mira a estrutura financeira de um esquema que teria a participação de agentes públicos. De acordo com as investigações, a rede de postos de combustíveis era utilizada para ocultar o capital movimentado pelo grupo criminoso.
Entre os principais alvos da operação estão o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, e o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Os agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades do estado.
As buscas ocorrem na capital carioca e nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana. A operação também tem alvos em Resende, na região do Sul Fluminense.
A Justiça determinou o sequestro de bens e valores para garantir o ressarcimento ou a asfixia financeira do grupo. Além disso, foi determinada a suspensão das atividades econômicas de empresas que possuem ligação com a organização investigada.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal. A Polícia Federal também investiga outros delitos que possam ser identificados ao longo do processo.
A fase atual da operação está inserida na Força-Tarefa Missão Redentor II. Esta iniciativa é coordenada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular grupos criminosos que atuam no estado do Rio de Janeiro.
A força-tarefa atua em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635. As investigações seguem em curso para apurar a extensão da participação de outros agentes ou empresas no esquema.
