Diário Local
Juiz de Fora

Moradores do bairro Esplanada, em Juiz de Fora, têm fornecimento de água cortado pela Prefeitura

Ação ocorreu na terça-feira (11) e envolve retirada de hidrômetros; comunidade cobra inclusão no programa Compra Assistida

Por Redação Diário Local

Moradores do bairro Esplanada, na Zona Norte de Juiz de Fora, tiveram o fornecimento de água de suas residências interrompido pela Prefeitura na última terça-feira (11). Funcionários do município retiraram hidrômetros de diversas casas, com maior incidência na Rua Professor Valquírio Seixas de Faria.

A ação ocorre em meio a protestos realizados pela comunidade na semana passada. Os residentes cobram a inclusão no programa Compra Assistida — modalidade do programa Minha Casa, Minha Vida que concede até R$ 200 mil para a aquisição de novos imóveis por famílias atingidas pelas chuvas de fevereiro.

Parte dos moradores relata que já enfrentava problemas com o abastecimento há cerca de cinco meses. Além do corte de água, a comunidade questiona o futuro das residências situadas em áreas que podem sofrer demolição.

O que dizem os moradores?

Segundo relatos de residentes, a Prefeitura informou que as casas localizadas acima do número 460 da Rua Professor Valquírio Seixas de Faria deverão ser demolidas permanentemente. Moradores que vivem na região há décadas afirmam estar desassistidos desde as chuvas de fevereiro.

Em relação ao auxílio financeiro, moradores questionam o valor recebido pelo Auxílio Reconstrução, de R$ 7.300, alegando que a quantia é insuficiente para cobrir despesas com aluguel a longo prazo. Há também cobranças sobre a falta de obras de contenção e problemas na rede de esgoto.

A comunidade reforça que as ocupações possuem documentação e projetos regularizados, contestando alegações de que as áreas seriam de invasão.

Critérios de renda e o programa de auxílio

A exclusão de famílias do programa Compra Assistida ocorre devido às regras de elegibilidade. De acordo com a portaria que institui o atendimento habitacional, o benefício é destinado a famílias que possuam renda bruta familiar mensal de até R$ 4.400, conforme as faixas urbano 1 e 2 da Lei 14.620/2023.

Moradores que ultrapassam esse limite de renda relatam dificuldade em encontrar alternativas para a reconstrução de seus lares. Em evento realizado na quinta-feira (13), a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, reiterou que o auxílio deve seguir os limites de renda previstos na legislação e sugeriu que os cidadãos busquem financiamento pelo FGTS na Caixa Econômica Federal.

Dados divulgados pelo Governo federal durante evento na quinta-feira (13) indicam que, de 2.248 casas comprovadamente destruídas, apenas 37% (887 famílias) estão aptas a buscar um novo imóvel. Até a data do evento, o número de contratos assinados não chegava a 50.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.