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Segurança

Prefeitura do Rio retira toneladas de materiais de ferros-velhos desapropriados no Sampaio

Ação coordenada pela Seop mira a cadeia de receptação de cabos furtados na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Por Redação Diário Local

Toneladas de cabos, entulhos e materiais recicláveis foram retiradas de dois ferros-velhos desapropriados pela Prefeitura do Rio nesta quarta-feira (2), na região do Sampaio, Zona Norte. A operação faz parte de uma estratégia para combater a receptação de materiais furtados e regularizar áreas ocupadas irregularmente.

Os estabelecimentos desativados ficam na Rua Alzira Valdetaro e tiveram suas áreas incorporadas ao planejamento urbano municipal. O município prevê agora medidas de regularização ambiental e urbanística para o local. Entre os materiais recolhidos durante a ação estão cabos — que passarão por análise para identificar a origem —, uma prensa hidráulica e um macaco para carros.

A ação também chegou à Avenida Marechal Rondon, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas. No local, uma estrutura que era instalada em área pública e utilizada irregularmente como ferro-velho foi demolida. O trabalho envolveu equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), da Comlurb e da Subprefeitura da Zona Norte II, além das concessionárias Light e Águas do Rio.

A operação no Sampaio foi a primeira etapa operacional do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos. Coordenado pela Seop, o grupo foi criado por decreto para reunir informações de órgãos municipais, forças de segurança e concessionárias. O objetivo é identificar estabelecimentos associados ao recebimento e à comercialização de materiais roubados.

Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, a estratégia busca desestruturar a cadeia logística criminosa. O foco do combate vai além de quem realiza o furto, atingindo diretamente o receptador. A medida é vista como essencial para o Grande Méier, região que apresenta altos índices de furtos de cabos.

O subprefeito da Zona Norte II, Douglas Araújo, afirmou que a presença de ferros-velhos clandestinos impede a manutenção adequada dos serviços públicos. De acordo com o subprefeito, a receptação ilegal afeta diretamente o funcionamento da infraestrutura e o cotidiano da população. Todos os itens apreídos serão encaminhados para depósitos para catalogação.

O Núcleo Integrado também conta com a participação da Rioluz e da CET-Rio. A proposta é concentrar dados sobre ocorrências, materiais furtados e estabelecimentos suspeitos em uma única estrutura. Com o cruzamento dessas informações, a prefeitura pretende identificar padrões de crimes, como horários e locais recorrentes.

O monitoramento foca em diversos equipamentos da infraestrutura urbana, como componentes de semáforos, iluminação pública e redes de energia ou telecomunicações. Também estão no alvo peças metálicas, como tampas, grelhas e grades. A estratégia abrange todo o ciclo, desde o furto e o transporte até o armazenamento e a venda dos materiais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.