Prefeitura de São Paulo assina contrato de PPP para construção da Esplanada Liberdade
Projeto com investimento de R$ 333 milhões prevê construção de lajes sobre a Radial Leste para criar área de lazer e cultura
Por Redação Diário Local
A Prefeitura de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (28), a assinatura do contrato da Parceria Público-Privada (PPP) da Esplanada Liberdade. O projeto visa transformar um trecho da região central da capital em um espaço de convivência, cultura e lazer construído sobre a Radial Leste-Oeste.
O contrato, assinado na última sexta-feira (24), define que a concessão terá duração de 30 anos. A execução ficará sob responsabilidade do Consórcio Parque Liberdade, formado pelas empresas Construbase Engenharia, F.M. Rodrigues & Cia e Hersa Engenharia e Serviços, enquanto a gestão e a fiscalização serão realizadas pela SP Regula.
A proposta prevê a construção de três grandes lajes sobre a Radial Leste para conectar os viadutos Guilherme de Almeida, Mie Ken, Cidade de Osaka e Shuhei Uetsuka. A intervenção ocupará uma área de aproximadamente 19,2 mil metros quadrados, com o objetivo de eliminar barreiras urbanas no bairro.
O que será construído na região?
O empreendimento, com investimento estimado em R$ 333 milhões, pretende criar um novo polo de turismo e lazer. Entre as estruturas planejadas estão praças públicas, áreas verdes, espaços de permanência, um Centro de Memória e Cultura, teatro, locais para eventos, mercados, quiosques e um polo gastronômico.
Além das novas construções, o projeto inclui reformas em calçadas e melhorias na circulação de pedestres entre diferentes pontos da Liberdade. Segundo a prefeitura, todas as áreas públicas terão acesso gratuito e funcionarão 24 horas por dia.
Estudos apresentados pela gestão municipal estimam que a Esplanada possa receber cerca de 1,4 milhão de visitantes por ano. Parte da receita obtida pela exploração comercial de espaços de comércio e gastronomia será destinada ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Social (FMD), que financia políticas de saúde, educação e habitação.
Histórico e próximos passos
O projeto enfrentou obstáculos antes da assinatura, incluindo a suspensão da licitação pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) em 2025, após auditoria apontar 53 irregularidades na modelagem. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também investigou o edital por meio de inquérito civil.
Após revisões promovidas pela prefeitura e conclusão de análises técnicas, o processo foi retomado. Com a assinatura do contrato, a etapa seguinte é a emissão da Ordem de Início, documento que autoriza o começo efetivo das obras, que têm previsão de duração de cinco anos.
