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Varginha

Prefeitura de Varginha nega envolvimento em operação do Ministério Público no Sul de Minas

Administração municipal afirma que nenhum órgão ou servidor foi alvo de mandados da investigação que apura contratos de limpeza urbana.

Por Redação Diário Local

A Prefeitura de Varginha esclareceu, nesta quarta-feira (28), que a administração municipal não é alvo da operação Forças Ocultas, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no Sul de Minas. Em nota oficial, o governo local afirmou que nenhum órgão municipal ou servidor foi alvo de mandados judiciais ou afastamentos relacionados à investigação.

A medida de esclarecimento foi tomada após a circulação de questionamentos em redes sociais e aplicativos de mensagens sobre uma possível ligação entre a operação e a gestão de Varginha. O promotor responsável pelo caso confirmou que o alvo da investigação possui residência na cidade, mas não tem relação com o município.

Em comunicado, a administração municipal destacou que nenhum mandado de busca e apreensão foi cumprido na sede da Prefeitura ou em qualquer outra unidade de atendimento municipal. A prefeitura também informou que não recebeu notificações de medidas judiciais relacionadas ao caso.

Segundo a nota divulgada, a investigação conduzida pelo MPMG apura contratos de limpeza urbana que foram firmados por outros municípios. A administração ressaltou que o prejuízo financeiro estimado pelas autoridades não envolve a gestão de Varginha, referindo-se exclusivamente a outra cidade da região.

A menção ao nome de Varginha nos registros da operação deve-se apenas ao fato de o município ter sido um dos locais onde as diligências foram realizadas. A prefeitura repudiou qualquer informação que tente associar seus servidores ou a administração municipal aos fatos investigados.

A prefeitura afirmou, ainda, que mantém o compromisso com a transparência e com o cumprimento das leis. O órgão reforçou que não houve nenhum afastamento de funcionários do serviço público municipal em decorrência das ações do Ministério Público.

A operação Forças Ocultas foi deflagrada nesta quarta-feira (28) com o objetivo de investigar irregularidades em contratos públicos. A ação envolveu diversos órgãos do Ministério Público de Minas Gerais, incluindo a 5ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre e a Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sul de Minas.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Pouso Alegre também participou das movimentações. As diligências contaram com o suporte operacional da Polícia Militar (PMMG) e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

O que dizem as autoridades sobre a operação?

Ao todo, as autoridades cumpriram 20 mandados de busca e apreensão durante a ação. Além disso, foram expedidos três mandados de afastamento cautelar de funções públicas para os envolvidos no caso.

As equipes de investigação percorreram quatro cidades no Sul de Minas para cumprir as determinações judiciais. As diligências ocorreram nos municípios de Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, Gonçalves e Varginha.

O foco da investigação, conforme detalhado pelo Ministério Público, recai sobre desvios ou irregularidades em serviços de limpeza urbana. Embora as buscas tenham ocorrido em solo varginhense, o Ministério Público não apontou irregularidades na prefeitura local.

O caso segue sob investigação para identificar o alcance das irregularidades nos contratos mencionados. As diligências coordenadas pelo MPMG buscam coletar provas sobre a gestão de contratos em diferentes municípios mineiros.

Até o momento, o foco da operação permanece nos alvos que residem ou possuem vínculos profissionais com as cidades citadas nas ordens de busca. A atuação conjunta entre o Ministério Público e as polícias civil e militar é parte do protocolo do Gaeco para crimes organizados de natureza patrimonial.

A administração de Varginha reiterou que trabalha de forma independente dos fatos apurados pela justiça em outras localidades da região. O município segue acompanhando os desdobramentos da operação Forças Ocultas para garantir a ordem e a transparência nos serviços públicos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.