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Cultura

Projeto de cerâmica atende mulheres quilombolas e marisqueiras em Cabo Frio e Armação dos Búzios

Iniciativa Somos Divas na Luz do Candeeiro promove formação em modelagem de barro para mulheres de comunidades tradicionais.

Por Davy Albuquerque

A Prolagos e a Casa Museu Carlos Scliar iniciaram uma nova edição do projeto Somos Divas na Luz do Candeeiro, voltado para a formação em cerâmica de mulheres quilombolas e marisqueiras. A iniciativa foca no fortalecimento do protagonismo feminino por meio da valorização da cultura e do saber ancestral.

Nesta etapa, o projeto atende mulheres das comunidades quilombolas de Botafogo e São Jacinto, em Cabo Frio, além de marisqueiras da localidade de Rasa, em Armação dos Búzios. As aulas de modelagem em barro acontecem na Casa Museu Carlos Scliar, em Cabo Frio, durante o período de três meses.

Após o ciclo de formação técnica, o acompanhamento terá continuidade diretamente nos territórios das participantes. O objetivo é incentivar a prática artesanal contínua e garantir a aplicação dos conhecimentos adquiridos durante as oficinas.

Realizado desde 2020, o projeto busca consolidar espaços de encontro, aprendizado coletivo e fortalecimento de vínculos comunitários. A arte da cerâmica é utilizada como um instrumento para promover a transformação social nas regiões atendidas.

Para a moradora da comunidade quilombola de Botafogo, Larissa Fernandes, a oportunidade permite fortalecer a conexão com as raízes e preservar tradições. Ela pretende compartilhar o conhecimento aprendido com filhos, sobrinhos e outros membros da comunidade.

A relação com o saber tradicional também é um ponto central para as participantes. Rosineide Santos, marisqueira quilombola da Rasa, busca aprimorar o contato com o barro, mencionando que sua avó já trabalhava com construções de barro.

A iniciativa visa estimular não apenas a produção de peças, mas também a preservação da identidade cultural local. O projeto busca transformar o talento individual em um reforço dos laços comunitários entre as mulheres envolvidas.

Segundo a executiva institucional da Prolagos, Roberta Moraes, o projeto contribui para a valorização social dos territórios onde a empresa atua. Ela destacou que o acompanhamento permite que as mulheres fortaleçam suas histórias e talentos ao longo da jornada.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.