Motoristas e falhas operacionais lideram queixas sobre ônibus em Ribeirão Preto
Dados do primeiro semestre de 2026 apontam que atendimento por motoristas e problemas com horários são os principais problemas do sistema.
Por Redação Diário Local
O atendimento prestado por motoristas e as falhas operacionais no transporte público de Ribeirão Preto (SP) concentram a maioria das queixas dos usuários no primeiro semestre de 2026. Segundo dados da RP Mobi, empresa responsável pelo trânsito no município, foram registradas 1,8 mil reclamações no período.
Das queixas totais, 1.172 estão relacionadas ao atendimento por parte dos motoristas. Outras 635 reclamações referem-se a problemas operacionais, como descumprimento de horários, superlotação e desvio de itinerários realizados pelos veículos.
Quais são as principais queixas sobre motoristas?
Dentro do grupo de ocorrências sobre o atendimento, a maior demanda dos passageiros é sobre a falta de parada nos pontos de embarque, com 455 registros. A falta de treinamento dos condutores aparece em seguida, com 398 reclamações.
Outros problemas relatados incluem dificuldades nos processos de embarque e desembarque (120 casos), tratamento inadequado (72 casos) e acidentes de trânsito (63 casos).
Em nota, a RP Mobi informou que todas as ocorrências são analisadas e encaminhadas ao Consórcio Pró-Urbano, que possui a concessão para operar as linhas do sistema, para a adoção das medidas cabíveis.
Como o consórcio responde às reclamações?
O Consórcio Pró-Urbano comunicou que os motoristas passam por treinamentos mensais, com cronogramas voltados ao atendimento geral e dinâmicas específicas para o atendimento a pessoas com deficiência (PCD). O grupo afirmou que as queixas são tratadas pelos supervisores das empresas e que nem todos os relatos são procedentes.
O consórcio também destacou que busca o contraditório por meio da identificação de linhas e veículos, utilizando inclusive imagens para apurar os fatos e aplicar punições, se necessário.
O perfil de insatisfação mudou em comparação ao primeiro semestre de 2025. Naquele período, havia mais queixas de natureza operacional (1.305) do que de atendimento aos passageiros (1.160). Apesar da presença de frota nova e de aplicativo para consulta de horários, o índice de reclamações em 2026 permanece relevante.
