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Patrimônio

Oratório da Providência será reinaugurado no Morro da Providência após obras de restauração

Templo histórico, também conhecido como Capela das Almas, passou por restauro para recuperar características originais e estrutura.

Por Redação Diário Local

O Oratório da Providência, um dos marcos religiosos mais antigos do Morro da Providência, na Região Portuária do Rio de Janeiro, será reinaugurado na próxima segunda-feira (14). O evento de entrega do templo, após obras de restauração, está marcado para as 12h.

A programação terá início com uma concentração às 11h30 na Igreja de Nossa Senhora do Livramento, localizada na Ladeira do Barroso, 113. A partir desse ponto, os participantes seguirão em direção ao Oratório, que fica no ponto mais alto da localidade, na Ladeira do Barroso.

Também conhecido como Capela das Almas, o imóvel pertence à Paróquia Sagrada Família, no bairro da Saúde, e é tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) desde 1986. Historiadores indicam que a construção teve início entre os anos de 1900 e 1901.

Por que o templo precisou de restauração?

A necessidade de intervenção foi identificada após uma vistoria técnica realizada em agosto de 2024 pela comissão de preservação do patrimônio histórico e cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O levantamento apontou problemas urgentes na estrutura do imóvel.

Entre os danos identificados estavam a presença de uma árvore de grande porte sobre a edificação, que encobria a torre, além de problemas de umidade na base da cruz, na cúpula e nos pináculos. Foram registradas também infiltrações que atingiam a abóbada e as paredes internas, além de descascamento de pintura e perda de argamassa.

As raízes da vegetação chegaram a penetrar na alvenaria, afetando portas e janelas em arco ogival, que são características da arquitetura neogótica do templo. Além disso, a umidade causou infiltrações atrás das imagens religiosas no altar.

Como foi feito o trabalho de recuperação?

O projeto de restauração, que passou pela regularização junto ao IRPH, incluiu a retirada da vegetação invasora e o tratamento de trincas e fissuras. As obras contemplaram a recomposição de argamassas, a recuperação de madeira, a reposição de vidros e a revisão das instalações elétricas e hidráulicas.

Para manter a identidade histórica, a pintura interna e externa utilizou cal, seguindo o método tradicional do Oratório. A escolha das cores para as esquadras foi feita com base em análises das camadas de tinta originais encontradas no local.

A restauração teve como financiamento os recursos da Emenda Parlamentar nº 977437/2025. O trabalho de execução ficou sob responsabilidade da Acqua Engenharia Ltda., com acompanhamento técnico de engenheiros civis.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.