Sindicato dos Rodoviários do Rio mantém estado de greve e reduz pedido de reajuste salarial
Categoria reduziu a exigência de 17% para 12% de aumento e pretende apresentar nova proposta em audiência no TRT nesta quarta-feira
Por Diário Local
O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro decidiu, em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (7), manter o estado de greve da categoria. Em uma tentativa de flexibilizar a negociação, os trabalhadores reduziram o percentual de reajuste salarial exigido para o fim da mobilização de 17% para 12%.
A nova proposta apresentada pela categoria prevê que metade do reajuste seja aplicado de forma imediata. A outra metade do aumento ficaria para pagamento em dezembro. Segundo o sindicato, o objetivo é levar essa contraproposta para a audiência de conciliação que ocorre nesta quarta-feira (8), às 11h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Os rodoviários estão em estado de greve desde o dia 1º de julho. Naquela data, a categoria havia decidido suspender uma paralisação que teria duração de três dias, mas o movimento de mobilização foi mantido.
A redução da exigência salarial foi apontada como a única concessão feita pelos trabalhadores durante a assembleia realizada na sede da entidade. O grupo busca agora um consenso após o impasse nas rodadas de negociação anteriores.
A terceira audiência de conciliação entre os rodoviários e as empresas de ônibus do Rio de Janeiro, ocorrida na última segunda-feira (6), terminou sem acordo. O encontro aconteceu no TRT, localizado no Centro do Rio.
O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas que atuam no município, apresentou uma contraproposta durante as negociações. O setor elevou o percentual de reajuste oferecido de 4,39% para 4,5%.
De acordo com o sindicato das empresas, o reajuste de 4,5% proposto deve incidir também sobre o valor pago a título de cesta básica.
A nova rodada de conversas na Justiça do Trabalho, marcada para esta quarta-feira, será decisiva para determinar a continuidade ou o fim do estado de greve e o impacto no transporte da capital fluminense.
