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Michel Temer

Michel Temer afirma que Dilma Rousseff parou de falar com ele após o impeachment

Ex-presidente afirma que o rompimento entre os dois ocorreu após comentário dele sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras

Por Diário Local

O ex-presidente Michel Temer afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff deixou de falar com ele após o processo de impeachment de 2016. Segundo Temer, o rompimento entre os dois tornou-se evidente após um comentário de sua parte sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras.

O episódio em questão ocorreu no período em que Dilma presidia o Conselho de Administração da estatal, que posteriormente foi alvo da Operação Lava Jato. Na ocasião, ao ser questionado sobre o tema, Temer afirmou que a ex-presidente era "muito honesta".

Em resposta ao comentário, Dilma divulgou uma nota declarando que não queria que sua honestidade pessoal e política fosse utilizada por Temer para limpar a imagem de "golpista" atribuída a ele após o afastamento. Apesar do distanciamento, o ex-presidente declarou que hoje respeita a ex-presidente.

Temer ressaltou que, ao assumir interinamente a Presidência da República em 2016, manifestou respeito institucional a Dilma por meio de um discurso oficial.

Atos de 8 de janeiro e STF

Sobre os atos de 8 de janeiro, o ex-presidente afirmou que houve uma tentativa de golpe de Estado, embora tenha pontuado que não houve apoio das Forças Armadas. Para ele, a invasão de prédios que abrigavam os Poderes demonstra a intenção do movimento.

Michel Temer também elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, as decisões da Corte foram fundamentais para garantir o processo das eleições de 2022 e para fortalecer a democracia no país.

Revisão sobre decreto das apostas

O ex-presidente reavaliou o decreto assinado em 2018, que abriu caminho para a legalização das casas de apostas esportivas no Brasil. Temer afirmou que não aplaude o próprio ato e mencionou que, durante sua gestão, costumava modificar decretos quando identificava erros.

Questionado sobre os impactos das apostas na economia e na vida das famílias brasileiras, o ex-presidente explicou que, à época, considerou que a lei seria regulamentada em um momento posterior. Ele observou, contudo, que a regulamentação não ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.