Polícia Civil investiga servidor de Varginha por suspeita de armazenar material de abuso infantil
Perícia em celular apreendido em operação anterior identificou arquivos de violência sexual infantojuvenil; Prefeitura de Varginha anunciou exoneração.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu mandados de busca e apreensão em Varginha nesta quarta-feira (23) para investigar o suposto armazenamento de material de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O alvo da investigação é um servidor público municipal de 79 anos.
A investigação teve início após uma perícia técnica identificou arquivos com conteúdo de violência sexual infantojuvenil em um telefone celular pertencente ao servidor. O aparelho havia sido recolhido em novembro de 2025, durante a Operação Mecanismo Cruzado, que apurava o uso irregular de máquinas e equipamentos da prefeitura em propriedades particulares.
Com a autorização judicial para a análise do dispositivo, a Polícia Civil detectou o material ilícito, o que deu origem a esta nova frente de apuração. Durante as diligências realizadas nesta quarta-feira (23), novos materiais foram apreendidos e devem passar por perícia para auxiliar no esclarecimento dos fatos.
A Polícia Civil ainda não divulgou a quantidade de arquivos encontrados, a origem do material ou se houve compartilhamento das imagens. Também não há confirmação sobre se os arquivos foram produzidos pelo investigado ou se foram armazenados em equipamentos da Administração Municipal.
Atuação na Secretaria de Obras
Em nota divulgada nesta quinta-feira (24), a Prefeitura de Varginha esclareceu que a equipe policial compareceu à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (SOSUB) na manhã de quarta-feira (23). O objetivo da visita foi verificar a existência de equipamentos eletrônicos que pudessem ter sido utilizados pelo servidor em suas atividades funcionais.
Segundo o município, nenhum computador, notebook ou equipamento similar foi localizado dentro da unidade municipal. A administração informou que o aparelho celular que originou a investigação foi localizado na residência do investigado.
A Prefeitura também comunicou que o procedimento administrativo para a exoneração do servidor já está em curso, seguindo as medidas e os procedimentos legais. O órgão ressalvou que a medida administrativa não se confunde com a eventual responsabilização criminal, que compete aos órgãos de investigação e ao Poder Judiciário.
