Unirio e UFRJ buscam preservar acervo histórico do antigo IML da Lapa
Universidades Unirio e UFRJ manifestaram interesse em organizar e conservar documentos históricos do antigo IML, que serão enviados ao Aperj.
Por Redação Diário Local
As universidades Unirio e UFRJ manifestaram interesse em atuar na organização, recuperação e conservação do acervo histórico do antigo Instituto Médico-Legal (IML), na Lapa, no Rio de Janeiro. O objetivo é preservar a documentação produzida pela Polícia Civil ao longo de décadas, que será incorporada ao Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj).
A retirada do material do imóvel começou em maio e teve mais uma etapa concluída nesta quarta-feira (12). A Unirio, inclusive, já desenvolveu um projeto em parceria com o Aperj para realizar o tratamento especializado da documentação.
A mobilização para a preservação do acervo ganhou força após denúncias sobre as condições de armazenamento no prédio. Há cerca de três meses, houve relatos de descarte de papéis pelas janelas do antigo IML, o que mobilizou pesquisadores, entidades de memória e órgãos de preservação.
O Ministério Público Federal (MPF) acompanha as medidas adotadas para garantir a proteção dos documentos. Além das universidades, há também interessados em financiar as ações necessárias para a conservação do material.
O que compõe o acervo?
O conjunto documental é considerado um dos mais relevantes sob a guarda do Estado. Levantamentos apontam que o acervo reúne cerca de 440 mil itens iconográficos e quase 3 mil metros lineares de documentos.
Entre os itens estão livros, fotografias, mapas e documentos administrativos diversos. Parte desses registros possui valor histórico para pesquisas sobre violações de direitos humanos ocorridas durante o período da ditadura militar.
Desafio no armazenamento
Apesar do avanço, a transferência total para o Aperj ainda enfrenta um obstáculo logístico. O Arquivo Público não possui capacidade física imediata para receber todo o conteúdo de uma só vez.
Para solucionar o problema, o governo estadual negocia o uso de um imóvel temporário. As tratativas envolvem a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e a Secretaria-Geral da Presidência da República para viabilizar o armazenamento provisório.
