El Niño forte marca o inverno de 2026 e exige atenção redobrada das lavouras no campo
Segundo o Inmet, super El Niño traz chuva acima da média no Sul e umidade no Sudeste, com impacto na colheita de café e na qualidade do trigo.
Por Diário Local
O inverno de 2026 começa sob a influência de um super El Niño, de intensidade forte a muito forte, fenômeno que exige atenção redobrada das lavouras brasileiras, segundo projeções climáticas baseadas em dados do Inmet.
O que muda no clima?
O episódio teve início oficial na primeira semana de junho e pode ficar entre os mais intensos já registrados desde 1950, alterando o padrão de chuvas e temperaturas no país.
Como fica o Sul?
No Sul do Brasil, o volume de chuva deve ficar acima da média em toda a região, com possibilidade de excesso no sudoeste do Paraná.
O ambiente mais úmido favorece culturas de clima temperado, como o trigo, mas o excesso de água pode prejudicar a qualidade do cereal e a colheita no início da primavera.
E o Sudeste?
Na região Sudeste, dias mais úmidos do que o normal devem afetar negativamente a colheita do café em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Nos primeiros dias do inverno e em julho há possibilidade de geadas pontuais, mas sem prejuízos relevantes esperados.
O risco de geada é maior?
Não necessariamente. O céu mais nublado e o calor reduzem a chance de geada fora de hora, diminuindo o risco de geada tardia que costuma queimar trigo, aveia e lavouras perenes do Sul.
Ainda assim, produtores devem monitorar de perto as previsões regionais.
O acompanhamento climático é essencial para o planejamento de plantio, colheita e manejo das culturas de inverno.
