Direitista apoiado por Trump vence eleição na Colômbia por margem mínima e oposição contesta
Abelardo de la Espriella derrotou o esquerdista Iván Cepeda por menos de 1% no segundo turno; derrotado pede recontagem em 33 mil urnas.
Por Diário Local
A Colômbia realizou em 21 de junho de 2026 o segundo turno de sua eleição presidencial, num dos pleitos mais apertados de sua história recente. Pela contagem preliminar, o candidato de direita Abelardo de la Espriella, apoiado por Donald Trump, derrotou o esquerdista Iván Cepeda por menos de 1% dos votos.
Quão apertado foi o resultado?
De la Espriella obteve 49,65% dos votos contra 48,70% de Cepeda, segundo os resultados preliminares. A diferença ficou abaixo de 250 mil votos, a mais estreita da história recente do país. Ainda assim, com cerca de 12,9 milhões de votos, ele se tornou o candidato presidencial mais votado da história colombiana.
Quem são os candidatos?
De la Espriella é um advogado e empresário identificado com a direita, visto como um nome de perfil populista e "de fora" da política tradicional. Cepeda é parlamentar e herdeiro político do movimento do presidente que deixa o cargo, Gustavo Petro, da esquerda.
O resultado já está definido?
Não oficialmente. As autoridades eleitorais ainda não proclamaram formalmente o vencedor. Cepeda reconheceu a contagem preliminar que aponta o rival como vitorioso, mas afirmou que os números não são finais e que seu partido vai contestar os resultados de cerca de 33 mil seções eleitorais.
Qual o contexto da eleição?
O pleito ocorreu em meio a graves preocupações de segurança. As autoridades registraram 14.780 homicídios no ano anterior, o maior número desde pelo menos 2015, impulsionado por confrontos entre grupos armados ilegais.
Por que a vitória da direita chama atenção?
A Colômbia vinha sendo governada pela esquerda de Petro. A possível virada para a direita, com apoio explícito de Trump, sinaliza uma reorganização do mapa político da América do Sul, região onde o Brasil tem grande peso diplomático.
Como isso afeta o Brasil?
Colômbia e Brasil são vizinhos amazônicos e parceiros em temas de segurança, meio ambiente e comércio. Uma guinada à direita em Bogotá pode mudar a sintonia regional sobre combate ao narcotráfico e cooperação na Amazônia.
O que esperar agora?
O desfecho depende da contagem final e da resposta da Justiça eleitoral às contestações. Até a proclamação oficial, o país segue em compasso de espera, com risco de tensão política.
