Onda eleitoral na América Latina divide o continente entre esquerda e direita em disputas apertadas
Colômbia e Peru fecharam pleitos por margens mínimas em junho, expondo a polarização entre esquerda e direita na vizinhança do Brasil.
Por Diário Local
Junho de 2026 reforçou um retrato da América Latina dividida quase ao meio entre esquerda e direita. Em poucos dias, Colômbia e Peru fecharam eleições presidenciais decididas por margens mínimas, expondo a polarização que marca a vizinhança do Brasil.
O que aconteceu na Colômbia?
No segundo turno de 21 de junho, o direitista Abelardo de la Espriella, apoiado por Donald Trump, derrotou o esquerdista Iván Cepeda por menos de 1% dos votos — diferença de menos de 250 mil votos, a mais estreita da história recente do país. O resultado foi contestado pelo derrotado.
E no Peru?
No segundo turno de 7 de junho, o esquerdista Roberto Sánchez liderou por margem ínfima sobre a conservadora Keiko Fujimori, num empate técnico que terminou contestado, com ambos reivindicando a vitória.
Por que essas eleições foram tão apertadas?
Os resultados refletem sociedades profundamente divididas entre projetos de esquerda e de direita, sem maioria clara. Essa polarização dificulta a governabilidade de quem vence e tende a alimentar instabilidade política.
Há um padrão na região?
Sim. A América Latina vive um vaivém ideológico, com alternância frequente entre governos de esquerda e de direita, muitas vezes decididos por margens estreitas e em clima de desconfiança nas instituições.
Qual o papel de Trump nesse cenário?
O apoio explícito de Trump ao candidato vitorioso na Colômbia mostra como os Estados Unidos voltam a influenciar diretamente o jogo político latino-americano, num movimento que pode reorganizar alianças na região.
Por que isso importa para o Brasil?
O Brasil é a maior economia e potência diplomática da América do Sul. Mudanças de governo em vizinhos como Colômbia e Peru afetam o comércio, a integração regional, a cooperação na Amazônia e o combate ao narcotráfico.
O que esperar adiante?
Com resultados apertados e contestados, o risco de crises de legitimidade cresce. A capacidade dos novos governos de unir sociedades divididas será o grande teste político da região nos próximos anos.
