Acordo entre prefeito de Maricá e os Delaroli deve movimentar disputa por vaga no TCE-RJ
Prefeito de Maricá estaria articulando apoio aos Delaroli para ocupar cadeira no Tribunal de Contas após saída de Domingos Brazão
Por Redação Diário Local
Uma articulação política que envolve o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), e os irmãos Guilherme e Marcelo Delaroli (PL) está em discussão para ocupar a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). O movimento busca definir o sucessor para a cadeira ocupada por Domingos Brazão, cuja escolha cabe à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Marcelo Delaroli, atual prefeito de Itaboraí, é cogitado para representar o grupo dos prefeitos no tribunal, aproveitando o conhecimento sobre a rotina dos municípios. O acordo em análise prevê o apoio de Quaquá aos Delaroli em troca de uma possível retribuição política: o apoio dos irmãos à candidatura de Adilson Pires (PT), aliado do petista, para a presidência da Alerj.
A aproximação entre os parlamentares do PL e o prefeito de Maricá não é inédita, sustentada por um histórico de cooperação entre as famílias. A relação de vizinhança entre as cidades de Maricá e Itaboraí é marcada pela ausência de grandes conflitos políticos, permitindo diálogos entre grupos de diferentes ideologias.
Como funciona a escolha da vaga no TCE-RJ?
A composição do colegiado segue uma divisão constitucional fixa entre o Poder Legislativo e o Executivo. Das sete vagas de conselheiro, quatro são indicadas pela Alerj, enquanto as outras três são de responsabilidade do governo do estado — sendo uma de livre escolha do governador, uma para um auditor de carreira e uma para um membro do Ministério Público de Contas.
Como a vacância atual é decorrente de uma cadeira destinada ao Legislativo, o entendimento é de que os deputados estaduais detêm a prerrogativa da indicação. Embora o escolhido não precise ser obrigatoriamente um parlamentar, o processo de seleção passa pelas articulações internas da Casa.
O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), confirmou que recebeu a comunicação oficial sobre a vacância na última terça-feira (11). No entanto, o presidente afirmou que levará a questão primeiro ao colégio de líderes e ressaltou que o trâmite seguirá sem pressa ou "açodamento".
Quais são os outros nomes na disputa?
Além da articulação envolvendo os Delaroli, o deputado Rodrigo Amorim (PL) também é um nome que circula nas negociações. Amorim mantém o interesse na vaga, apesar de responder a uma condenação por violência política de gênero contra a vereadora de Niterói, Benny Briolly (PSOL).
Outra possibilidade mencionada nos bastidores é a do deputado federal Hugo Leal (PSD). A disputa pela sucessão no tribunal deve misturar alianças suprapartidárias e pode ter reflexos diretos nas futuras disputas pelo comando da Assembleia Legislativa de modo a influenciar o equilíbrio de forças na política fluminense.
