Augusto Cury tem 8,3 milhões de seguidores, mas não cresce em pesquisas de intenção de voto
Escritor e candidato à Presidência registra 8,3 milhões de seguidores nas redes, mas varia entre 1% e 2% de intenção de voto.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, o escritor Augusto Cury (Avante), apresenta dificuldades para converter sua grande audiência digital em votos, registrando entre 1% e 2% de intenção de voto nas pesquisas. Apesar de possuir 8,3 milhões de seguidores no Instagram, o político não demonstra o mesmo crescimento eleitoral que outros nomes com presença massiva nas redes sociais.
O número de seguidores de Cury é expressivo, superando o alcance de políticos como Romeu Zema (3,5 milhões), Renan Santos (2,3 milhões) e Ronaldo Caiado (2,2 milhões). No entanto, o escritor ainda fica atrás de figuras como o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que contam com mais de 10 milhões de seguidores cada.
A trajetória de Cury serve como contraponto ao fenômeno observado com Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024. Naquele pleito, Marçal demonstrou que a popularidade nas redes sociais pode gerar impacto, mas o caso de Cury reforça que o engajamento digital não garante, de forma automática, resultados positivos em disputas majoritárias para partidos menores.
Qual a diferença entre audiência e eleitorado?
A disparidade entre os perfis de Cury e Marçal reside na forma de mobilização política. Enquanto Marçal utilizou seu discurso para criar uma identidade de oposição ao sistema e atrair seguidores através do conflito, Cury tem adotado uma postura de conciliação e busca por união.
O candidato do Avante mantém uma aura pacificadora, tendo inclusive redigido cartas a Lula e Flávio Bolsonaro pedindo união nacional. Esse estilo de discurso foca na ideia de superação individual, mas enfrenta obstáculos para gerar o tipo de mobilização política intensa vista em outros candidatos.
O cenário aponta que, enquanto alguns perfis conseguem transformar seguidores em uma base de identidade política e combatividade, outros ficam restritos ao consumo de conteúdo. No caso de Cury, a audiência de milhões de pessoas parece não se traduzir na mesma medida em intenção de voto nas urnas.
O exemplo de Marçal, que conseguiu capitalizar a insatisfação de seu público como uma voz contra a "velha política", mostra que a audiência digital exige uma estratégia de conversão para se tornar eleitorado real. Para Cury, o desafio permanece em transformar o alcance nas redes em munição política efetiva para o pleito presidencial.
