Defesa de Jair Bolsonaro pede a Alexandre de Moraes autorização para reparos de internet em residência
Advogados solicitam que técnico da operadora Claro entre na casa do ex-presidente em Brasília para resolver problemas de conexão.
Por Redação Diário Local
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que um técnico de telecomunicações realize reparos na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. O pedido visa solucionar problemas técnicos na conexão de internet do imóvel.
De acordo com a petição apresentada pelos advogados, a rede de comunicação apresenta falhas que impossibilitam a resolução do problema de forma remota. Por isso, a entrada de um profissional da operadora Claro S.A. é necessária para restabelecer o serviço.
O pedido de acesso à residência busca contornar a impossibilidade de manutenção à distância, garantindo a estabilidade da rede. A defesa argumenta que o problema exige intervenção física no local para ser concluído.
Segundo o documento enviado ao STF, o agendamento da visita técnica deve seguir a disponibilidade de horários da prestadora de serviço. Não há uma data fixa estabelecida para a realização do trabalho.
A solicitação ocorre em um contexto de restrições na rotina de Bolsonaro sob custódia domiciliar. O ex-presidente tem enfrentado limitações impostas por decisões judiciais recentes no âmbito do Supremo.
Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar, mas estabeleceu regras para as visitas e manutenções na residência. Entre as medidas, houve o controle sobre a entrada de terceiros e a frequência de serviços no imóvel.
Em ocasiões anteriores, o ministro já havia autorizado manutenções específicas, como o suporte em elevadores da residência, mas com limites de frequência. O novo pedido foca exclusivamente na infraestrutura de comunicação do ex-presidente.
A decisão sobre a entrada do técnico da operadora deve ser analisada pelo ministro Alexandre de Moraes. O tribunal não informou se já houve resposta à petição protocolada pelos advogados de Bolsonaro.
