Busnello critica proposta do presidente Lula e defende a desfavelização do Rio de Janeiro
Candidato ao governo do Rio de Janeiro criticou a criação de novo ministério e propôs instalar gabinete dentro de comunidade.
Por Redação Diário Local
O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Coronel Busnello (Missão), criticou a proposta do presidente Lula (PT) de criar um Ministério da Segurança Pública. Durante entrevista nesta terça-feira (18), o candidato classificou a intenção como um aumento de burocracia e afirmou que a medida geraria novos funcionários sem resultados práticos para a segurança pública.
Busnello utilizou como exemplo a Secretaria de Segurança Pública para Grandes Eventos, implantada anteriormente no Rio de Janeiro. Segundo o candidato, houve grandes investimentos financeiros na estrutura, mas o histórico de resultados deixados para a polícia foi irrelevante.
Sobre o combate à criminalidade, o candidato defendeu o encarceramento como método de punição, destacando o foco em crimes cometidos contra mulheres. Ele também abordou o tema da infiltração do crime organizado na política estadual.
Questionado sobre a relação entre parlamentares e organizações criminosas, Busnello afirmou que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) precisa adotar uma postura baseada na ética, na legalidade e na moral. Para ele, o envolvimento de políticos com o crime é um reflexo da carência de leis em todo o país.
Como funcionará a gestão em comunidades?
O candidato apresentou como um de seus pilares o plano de "desfavelização" do estado. Como estratégia de governo, Busnello prometeu instalar seu gabinete de despacho dentro de uma comunidade do Rio de Janeiro, caso seja eleito.
Embora tenha afirmado que o local exato do gabinete não será revelado para evitar problemas de segurança, o candidato explicou que o governador e o secretário devem despachar diretamente nas comunidades. Segundo ele, o objetivo é enfrentar a exclusão social de forma direta.
O que é o plano de desfavelização?
A proposta de desfavelização busca combater não apenas o tráfico de drogas, mas também a exploração imobiliária nas periferias. Busnello argumentou que muitos moradores possuem a residência, mas não detêm o título de propriedade formal.
O plano prevê o combate à falta de infraestrutura básica, como saneamento e acesso regular a serviços de luz e água. A estratégia foca na urbanização e na entrega de títulos de propriedade para os cidadãos, buscando integrar essas áreas por meio de uma nova arquitetura urbana.
