Erika Hilton critica estratégia de comunicação de Lula sobre o caso Master
Deputada federal aponta falta de alcance dos escândalos para eleitores fora da bolha política antes do segundo turno.
Por Redação Diário Local
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a estratégia de comunicação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o caso Master. Em entrevista nesta terça-feira (6), a parlamentar afirmou que a campanha falhou ao não traduzir os escândalos para o eleitorado que está fora da "bolha" política.
Para a congressista, a repercussão dos fatos até o momento não foi suficiente para frear a ascensão de parlamentares ligados ao caso. Hilton defendeu que, para a disputa do segundo turno, será necessário intensificar a presença tanto nas redes sociais quanto nas ruas para apresentar as diferenças entre os candidatos.
A deputada argumentou que faltou um "termômetro de percepção" para entender como os temas atingiam o eleitor comum. Segundo ela, a comunicação precisa mostrar de forma clara as propostas de um lado e os envolvimentos em escândalos de corrupção e milícia do outro.
O que é o caso Master?
O caso envolve investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, que trata da trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Registros indicam um acordo de quase US$ 24 milhões para a produção do longa, com o repasse de US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) entre fevereiro e maio de 2025 para um fundo nos Estados Unidos ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro (PL), Paulo Calixto.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmou ter mantido contato com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas negou irregularidades. Ele afirmou que uma reunião realizada em São Paulo teve o objetivo de colocar um "ponto final" na relação com o banqueiro, que era investidor do projeto, e que os recursos foram usados integralmente na produção.
A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro destinado ao filme foi utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O senador também negou ter recebido vantagens pessoais ou dinheiro de Vorcaro.
Cenário eleitoral
As críticas ocorrem às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) terminou na liderança com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
