Candidatos ao Senado por SP cobram investigação sobre suposta relação de Alexandre de Moraes com banqueiro
De Marina Silva a Ricardo Salles, postulantes à vaga em São Paulo defendem apurações e divergem sobre impeachment do ministro.
Por Redação Diário Local
Candidatos ao Senado por São Paulo reagiram às revelações sobre uma suposta relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Embora todos os postulantes tenham defendido o aprofundamento das investigações, houve divergências sobre as consequências institucionais e os métodos de apuração.
As candidatas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) cobraram transparência nas apurações e criticaram o sigilo sobre outros processos do caso. Marina Silva classificou as informações como "gravíssimas" e defendeu o afastamento de Moraes para preservar a credibilidade da Corte. A candidata também questionou a condução de inquéritos envolvendo o Banco Master e o ministro André Mendonça.
Simone Tebet declarou estar indignada com as denúncias e propôs que o próprio plenário do STF autorize um inquérito para investigar o ministro. Segundo Tebet, a medida permitiria o direito de defesa de Moraes e traria respostas à sociedade. A candidata destacou a necessidade de esclarecer o envolvimento de outras autoridades em supostos esquemas de corrupção no sistema financeiro.
Defesa de impeachment na direita
Os candidatos ligados ao bolsonarismo adotaram um tom mais incisivo, focando na possibilidade de impeachment do ministro. André do Prado (PL) afirmou que Moraes não tem condições de permanecer no cargo e defendeu a abertura de processo pelo Senado. Para o candidato, as mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicam relações incompatíveis com os padrões republicanos.
Guilherme Derrite (PP) também manifestou apoio ao impeachment de ministros do Supremo, classificando a medida como fundamental. O candidato defendeu a necessidade de eleger uma maioria de senadores de direita para que os pedidos de afastamento tenham efetividade. Derrite criticou a falta de ação diante do que chamou de abusos cometidos pela Corte.
Ricardo Salles (Novo) afirmou que a situação tornou-se "insustentável" e direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). O candidato argumentou que Alcolumbre é o responsável por dar andamento aos pedidos de investigação por crime de responsabilidade. Salles também criticou adversários da direita, acusando André do Prado de realizar um "teatro" sobre o tema.
As manifestações ocorrem em um cenário de disputa eleitoral, onde os temas de conduta institucional e transparência no Judiciário ganharam destaque nas redes sociais dos postulantes. O caso envolve suspeitas sobre o envolvimento de diversas autoridades e o impacto das investigações na estabilidade política do país.
