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Política

Tarcísio de Freitas nega troca de favores por doação de R$ 2 milhões em campanha

Governador de São Paulo classificou como ilação o relato de Daniel Vorcaro sobre suposta negociação para manter operação do Credcesta.

Por Redação Diário Local

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como uma "ilação que beira o ridículo" o relato de Daniel Vorcaro sobre supostas contrapartidas financeiras relacionadas a doações de campanha em 2022. Tarcísio negou qualquer pedido de favorecimento para a manutenção da operação do Credcesta no estado e afirmou que a acusação não faz sentido.

As declarações foram feitas na noite desta quinta-feira (3). Segundo o relato apresentado por Vorcaro, ex-dono do Banco Master, doações de R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio e de R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro teriam sido feitas como contrapartidas para garantir a continuidade da operação do Credcesta em São Paulo.

O ex-banqueiro vinculou o suposto acerto ao presidente do PSD, Gilberto Kassab. Kassab negou o recebimento de valores e classificou as acusações como "fantasiosas". A proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

Tarcísio explicou que a PKL One Participações, responsável pelo Credcesta, já estava habilitada para operar empréstimos consignados com servidores estaduais antes do início de sua gestão. Segundo o governador, o credenciamento ocorreu em 2022, ainda durante o governo anterior.

O governador ressaltou que a atividade não envolve contrato ou repasse de recursos públicos, mas sim um credenciamento de instituições que cumprem os requisitos do Banco Central (BC). Ele destacou que existem 217 instituições habilitadas para realizar operações consignadas no estado e que cabe ao servidor escolher a instituição com a qual deseja contratar.

De acordo com Tarcísio, a operação ligada ao Credcesta representava cerca de 3% do volume total de consignados no estado. Ele afirmou ainda que a instituição foi descredenciada após uma liquidação determinada pelo Banco Central, sustentando que tanto a entrada quanto a saída da empresa seguiram critérios legais.

O governador também negou qualquer relação com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que é apontado como o responsável pelos repasses e é investigado na Operação Compliance Zero. Tarcísio afirmou que nunca manteve contato, áudios ou qualquer tipo de agenda com o empresário.

Na defesa de sua conduta, o governador questionou a veracidade das ligações feitas pelo ex-banqueiro, alegando que não há registros de comunicação ou encontros entre ele e o grupo mencionado. A defesa de Tarcísio reforça que o processo de credenciamento é técnico e segue as normas do setor financeiro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.