Presidente do TSE lacra sistemas das eleições de 2026 e afirma que Justiça não escolhe vencedores
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral assinou digitalmente os programas que serão usados no pleito; segurança garante integridade da votação
Por Redação Diário Local
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, assinou digitalmente e lacrou, nesta sexta-feira (4), os sistemas que serão utilizados nas eleições de 2026. A cerimônia, realizada na sede da Corte, encerra a etapa de compilação dos programas eleitorais que darão suporte ao pleito.
Com o procedimento, as versões oficiais dos sistemas ficam protegidas contra alterações externas. Segundo o ministro, o uso de assinaturas digitais impede qualquer modificação nos programas a partir deste momento, assegurando a autenticidade e a integridade das versões lacradas.
A etapa de compilação foi iniciada na última segunda-feira (31/8) e durou três dias. Durante esse período, os códigos e componentes foram reunidos para gerar as versões oficiais que serão aplicadas nas urnas e nos sistemas de totalização.
O pacote de sistemas lacrados inclui os programas responsáveis pelo funcionamento das urnas eletrônicas, pelo registro e pela transmissão dos boletins de urna e pelo processamento dos resultados. Também foram incluídos os mecanismos de segurança, criptografia e as ferramentas de apoio às auditorias.
O presidente do TSE afirmou que o processo garante que nenhum procedimento técnico adotado na eleição ocorra fora do controle da Justiça Eleitoral e dos órgãos de fiscalização. Para Kassio Nunes Marques, o ato busca assegurar que o registro das aspirações do país seja feito de forma fidedigna.
Em seu discurso, o ministro ressaltou que a missão da Justiça Eleitoral é cumprir a Constituição e garantir a vontade do eleitor. Ele afirmou que a instituição não escolhe vencedores e não interfere na escolha popular, mantendo a neutralidade em relação às candidaturas.
A cerimônia ocorre a 29 dias do pleito, conforme destacado pelo presidente da Corte. Ele reforçou que a finalidade do procedimento é consolidar o compromisso do órgão com a democracia e a soberania popular.
A lacração dos sistemas completa um ciclo técnico que envolve a organização e o recebimento de dados. O processo assegura que as ferramentas de apoio à auditoria e os protocolos de segurança já estejam definidos para as etapas seguintes da organização eleitoral.
