Diário Local
Minas Gerais

Cleitinho propõe fim de câmeras corporais em policiais e recebe críticas de eleitores

Candidato ao governo de Minas afirmou que equipamentos devem ser usados por fiscais; seguidores defendem uso em segurança.

Por Redação Diário Local

O candidato ao governo de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que, caso seja eleito, os policiais militares não utilizarão câmeras corporais. A declaração foi feita durante o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Tiradentes, realizado na noite de domingo (16).

Segundo o candidato, o uso dos equipamentos de monitoramento deveria ser destinado aos fiscais dos estados. Cleitinho defendeu que o objetivo seria monitorar esses agentes, alegando que eles "humilham o povo e o trabalhador mineiro".

A proposta gerou reações de discordância entre os próprios seguidores do político nas redes sociais. Após o candidato publicar um vídeo com o trecho da fala nesta segunda-feira (17), parte do público expressou oposição ao posicionamento.

Em um dos comentários que recebeu mais de 800 curtidas, um internauta afirmou que a postura do candidato poderia resultar na perda de seu voto. Outros seguidores ressaltaram que o uso de câmeras é fundamental para a segurança e proteção dos próprios policiais.

Internautas também argumentaram que o dispositivo é uma ferramenta importante para coibir injustiças e abusos de autoridade cometidos por integrantes das corporações. Um dos comentários contrários à proposta foi registrado por um usuário que se identificou como comandante, alegando já ter sofrido perseguição policial.

Discurso sobre organizações criminosas

Além do posicionamento sobre o uso de câmeras, Cleitinho Azevedo endureceu o discurso sobre segurança pública durante o debate. O candidato afirmou que pretende combater organizações criminosas em território mineiro.

Durante sua fala, o candidato declarou que pretende enfrentar as facções no estado. Cleitinho afirmou que as organizações criminosas não permanecerão em Minas Gerais e que o grupo "vai para o quinto dos infernos".

O debate faz parte do cronograma de confrontos entre os aspirantes ao comando do governo estadual, ocorrendo em um momento de intensificação das propostas para as áreas de segurança e administração pública.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.