Coordenador da Secom compartilha post que incentivava fake news sobre Nossa Senhora Aparecida
George Marques, coordenador na Secom, repostou conteúdo que estimulava a circulação de mentira sobre Flávio Bolsonaro e a padroeira.
Por Redação Diário Local
O coordenador geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Palácio do Planalto, George Marques, compartilhou uma publicação que incentivava o espalhamento de notícias falsas sobre o senador Flávio Bolsonaro e o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
O conteúdo repostado por Marques sugeria que o senador estaria envolvido em um projeto para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O senador nega qualquer proposta nesse sentido e afirmou que a informação foi inventada.
Ao ser questionado sobre o episódio, Marques declarou que não concorda com o pensamento expressado no post e que, caso tenha ocorrido o compartilhamento, foi um erro involuntário. Ele afirmou que seu perfil no X é de caráter pessoal, voltado para política e humor.
Decisão do TSE sobre desinformação
Nesta sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que atribuem ao senador e à sua família a intenção de retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. O ministro classificou a afirmação como "notoriamente inverídica".
A ordem de remoção abrange conteúdos em plataformas como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube. A decisão visa barrar textos, imagens, áudios, vídeos ou memes que reproduzam a mesma informação falsa sobre o senador ou seus familiares.
Segundo dados apresentados pela defesa do senador ao TSE, as publicações falsas geraram mais de 21 milhões de visualizações, além de cerca de 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos em diversas contas nas redes sociais.
Contexto do projeto de lei
A desinformação resgatou um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado federal Professor Victório Galli, que propunha alterar a forma como a padroeira é referida na lei, sugerindo o termo "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos".
A proposta, que tramitou na Câmara dos Deputados, foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura em julho de 2008. O projeto foi oficialmente arquivado em 22 de agosto de 2008.
