TSE acumula 21 ações contra chapas presidenciais após o segundo turno das eleições
Justiça Eleitoral analisa processos sobre suposto abuso de poder político e econômico envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro.
Por Redação Diário Local
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acumula 21 ações judiciais movidas contra as chapas presidenciais após o encerramento do segundo turno das eleições de 2026. Os processos envolvem alegações de abuso de poder político e econômico, além de pedidos de investigação contra os principais postulantes ao Palácio do Planalto.
Em decisão recente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, acolheu um pedido do Partido Novo para abrir investigação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. A sigla busca a cassação da chapa e a declaração de inelegibilidade por oito anos.
O Novo argumenta que o governo federal utilizou medidas provisórias e decretos para beneficiar a candidatura à reeleição. Segundo a legenda, foram editados 35 atos normativos entre 1º de janeiro e 16 de outubro deste ano para criar ou ampliar benefícios com apelo popular.
O que diz a defesa e as ações contra Flávio Bolsonaro
A chapa de Flávio Bolsonaro também enfrenta processos no TSE. A coligação de Lula apresentou uma ação alegando abuso de poder econômico devido à participação do senador na 71ª Festa do Peão de Barretos. O processo sustenta que o evento pode configurar financiamento empresarial indireto de campanha.
Outra representação contra a campanha de Flávio Bolsonaro envolve os deputados federais Rony Gabriel, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, além do empresário Pablo Marçal. A acusação refere-se à suposta propagação de conteúdos falsos e desinformação por meio de vídeos manipulados.
A defesa do senador Bolsonaro também deverá prestar esclarecimentos sobre uma suposta intervenção do governo dos Estados Unidos em favor de sua campanha.
Questionamentos sobre o resultado das urnas
Por outro lado, a equipe de Flávio Bolsonaro acionou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para questionar a atuação das plataformas Meta e Google. A campanha alega que houve manipulação de buscas e omissão na fiscalização de canais coordenados de mensagens.
Após o segundo turno, o senador contestou o resultado das urnas e manifestou intenção de pedir a anulação do pleito. Flávio Bolsonaro também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a prorrogação da votação em locais onde as urnas ainda estavam abertas.
