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Política

Daniella Marques afirma que mulheres não são vítimas e defende autonomia para o grupo

Integrante da pré-campanha de Flávio Bolsonaro defende que políticas para mulheres foquem em liberdade econômica e renda

Por Davy Albuquerque

A integrante do núcleo de economia da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que as mulheres não devem ser tratadas como vítimas da sociedade. Durante transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira (20), ela defendeu que a pauta feminina deve priorizar a autonomia, a liberdade econômica e o empreendedorismo.

A ex-presidente da Caixa explicou que o programa 'Brasil por Elas' foi estruturado com base em indicadores sociais e econômicos sobre a realidade das brasileiras. Segundo Marques, a proposta busca ampliar a independência feminina por meio de fomento à inclusão digital, qualificação profissional e maior inserção no mercado de trabalho.

Ao defender o programa, a integrante do núcleo econômico rejeitou narrativas de vitimização. Ela argumentou que as mulheres são protagonistas e que as políticas públicas devem focar em soluções práticas para a vida real, com ênfase na geração de renda e no combate à violência contra a mulher.

Marques destacou que a sobrecarga de tarefas domésticas e de cuidados pode limitar as oportunidades de qualificação das mulheres. Citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela pontuou que o público feminino dedica, em média, 10 horas semanais a mais do que os homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de crianças e idosos.

A ex-presidente da Caixa classificou esse trabalho não remunerado como 'economia do cuidado', estimando que ele represente cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Para ela, é necessário utilizar ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso das mulheres a serviços públicos e novas oportunidades de emprego.

Críticas políticas e visão de direita

Daniella Marques também criticou a estratégia política do Partido dos Trabalhadores (PT) em relação à pauta feminina. Segundo ela, a legenda utiliza o discurso de proteção para se posicionar como principal representante das mulheres, o que geraria a ideia equivocada de que mulheres alinhadas à direita seriam submissas.

Na visão da integrante do grupo de Flávio Bolsonaro, o uso desses rótulos políticos tenta criar um monopólio da esquerda sobre a defesa dos direitos femininos. Marques defendeu que o foco central de uma campanha deve ser o fortalecimento da autonomia financeira e a segurança pública.

A proposta de valorização da mulher na pré-campanha do senador busca, portanto, contrapor o que ela chama de discurso de proteção sem soluções práticas. O objetivo declarado é transformar a realidade econômica das brasileiras por meio de ferramentas de capacitação e inserção produtiva.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.