Ala do PDT compara postura de Alexandre Kalil à de Ciro Gomes por críticas ao PT
Dirigentes do partido demonstram incômodo com críticas do ex-prefeito de Belo Horizonte ao presidente Lula e integrantes do PT.
Por Redação Diário Local
Integrantes de uma ala do PDT passaram a comparar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, à postura do político Ciro Gomes. O apelido de “novo Ciro” surgiu após dirigentes do partido demonstrarem incômodo com as críticas feitas por Kalil ao presidente Lula e a integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
Para esse grupo interno, o pré-candidato ao governo de Minas Gerais repete o comportamento adotado por Ciro Gomes. O ex-deputado realizou ataques sucessivos ao petista durante o período em que integrou o PDT.
O descontentamento com as falas de Kalil reflete uma tensão política dentro da legenda. De acordo com fontes ligadas ao movimento, a liderança nacional do partido, comandada por Carlos Lupi, deverá lidar com esse novo cenário de divergências internas.
O clima de insatisfação foi reforçado na segunda-feira (21), durante a convenção nacional do PDT, realizada em Brasília. Kalil não compareceu ao evento, que reuniu diversas lideranças da sigla.
A convenção contou com a presença do presidente Lula, que participou do encontro ao lado de nomes como o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. O evento ocorreu em um momento de consolidação de alianças dentro do partido.
Vale destacar que o PDT foi a primeira legenda a declarar apoio à candidatura de Lula para a reeleição. A ausência de Kalil no ato oficial em Brasília evidenciou o distanciamento entre o ex-prefeito e a ala governista do partido.
O embate interno ocorre em um momento em que a sigla busca alinhar suas bases nacionais com as movimentações de seus pré-candidatos estaduais. As críticas de Kalil ao PT têm sido o principal ponto de atrito para os dirigentes da legenda.
Até o momento, o cenário aponta para um desafio de gestão política para a cúpula do PDT, que precisa equilibrar a fidelidade ao governo federal e as vozes dissidentes que ganham força no interior do partido.
